quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Quinze

O Quinze" renovou a ficção regionalista.




Em sua obra de estréia, autora harmoniza o social e o psicológico no drama dos retirantes.



Publicado em 1930, o romance O Quinze, de Rachel de Queiroz, não desfez o contraste que ainda hoje persiste entre o êxito da estréia e a "singularidade mediana" com que superou o naturalismo provinciano de um romance como A Fome (1890), de Rodolfo Teófilo, por exemplo, mas não a estrutura fragmentária da narrativa de A Bagaceira (1928), de José Américo de Almeida, inegavelmente marcado pela escrita elíptica dos modernistas, Oswald de Andrade à frente.



É verdade que se tratava, como bem assinalou Augusto Frederico Schmidt, "de uma mocinha de 19 anos", que trazia então, com todos os riscos de uma obra de estréia, uma contribuição expressiva à vasta matéria da literatura das secas.



E o fazia de modo tão convincente que, nas palavras do poeta do Canto do Brasileiro, deixava longe a literatura exaltada e sem entusiasmo de um romance como o Viagem Maravilhosa, do modernista Graça Aranha, "em que a complicação - segundo Schmidt - pretendia esconder a mediocridade irremediável da alma".





Mas lembremos que tal novidade, que aparece n'O Quinze como uma espécie de outra face do modernismo - a da paisagem social e humana de um Brasil embrutecido e atrasado que a ficção regionalista de 30 depois nos revelaria a fundo -, se comparada ao conjunto das obras que compõem o ciclo inaugurado pela Bagaceira, mais do que um avanço estético no arranjo do texto, o que fez foi escapar ao peso do contexto social do romance anterior e assim liberar a subjetividade das personagens, que passam então a falar e a agir fora do esquadro da observação naturalista.





Daí a nova atitude que o romance assume frente ao drama dos retirantes da seca, vistos agora de uma perspectiva que harmoniza o social e o psicológico sem perder o foco de entrada para alguns temas políticos da maior importância para a época, entre eles o da afirmação social da mulher (no caso, a protagonista Conceição) naquele contexto difícil e sabidamente adverso.





Sob este aspecto, se é correto dizer, como o fez a melhor crítica, que a heroína do Quinze em última instância investiga e interroga o seu destino, a verdade é que, visto a partir dele, o drama social dos flagelados parece diluir-se no pano de fundo da paisagem calcinada que a linguagem de Rachel de Queiroz recupera de um ângulo lírico e alusivo, mas cheio de verdade e corrosão.





Basta ver como os planos descontínuos que organizam o relato dependem do poético para nos revelar ora a face humanizada dos retirantes que se descolam da realidade para figurar na metáfora como símbolos de coragem e dignidade (Chico Bento, Cordulina, Mocinha, os meninos Pedro e Josias), ora o despertar da consciência empenhada dos que, como Conceição), reconhecem o peso das desigualdades e acabam se solidarizando com sofrimento dos pobres, a ponto de dedicar-lhes o seu tempo.



Pólos - Entre os dois pólos, define-se o intervalo propriamente documental em que aparecem os tipos mais afeitos à observação realista do romance. La estão os vaqueiros João das Marrecas, Chico Pastora e Zé Bernardo, lá também a velha Inácia e Dona Maroca das Aroeiras, proprietárias ingênuas, mas zelosas de suas posses, e ao seu lado o vaqueiro Vicente, "todo vermelho e tostado de sol", a trabalhar pela manutenção da fazenda com a fibra do sertanejo forte que não se curva ao destino, tópico que o romance valoriza e quer igualmente demonstrar.



Mas, ao contrário do que ocorre em São Bernardo ou em Fogo Morto, por exemplo, esses planos não se cruzam, os pólos opostos não entram em conflito, harmonizados que estão pela distância poética da elocução centrada nos fragmentos líricos do desencanto. Afinal, à medida que cresce o drama dos retirantes, aumenta em razão equivalente o drama do coração ferido de Conceição, que vem para o centro da cena e oblitera o martírio dos mutilados em marcha batida para fora do romance.



No Quinze, com efeito, o único ponto de fusão entre os pólos opostos viria de uma resposta positiva do vaqueiro Vicente ao amor dissimulado que por ele nutria "aquela mulher superior e inteligente" que era Conceição.



"Havia quase de ser um sonho ter, por toda a vida, aquela carinhosa inteligência a acompanhá-lo", confessa ele, que também a amava em segredo. Amor no entanto que afinal não vem e acaba diluído na ambigüidade ideológica do romance, exatamente como o fluxo das imagens alusivas ao drama de tantos infelizes, numa espécie de figuração reminiscente de quem vê a vida com a segurança dos que nada têm a temer.



Vazio - Nada que lembre, por exemplo, a consciência intransigente de Madalena frente à prepotência de Paulo Honório no pólo extremo de seus interesses. O vazio que se interpõe entre Conceição e o vaqueiro Vicente - onde se localiza o fulcro dinâmico do relato - é o vazio da verossimilhança que apenas confirma as vicissitudes do lirismo que separa as classes com a prudência dos que mandam na vida.



Sob esse aspecto, talvez a grandeza do Quinze venha dos núcleos temáticos que ele anuncia, mas não realiza. Afinal, vários de seus temas e cenas, tomados no traçado literário de seu contorno, foram depois recheados por Graciliano Ramos de uma real notação de conflito, entre eles o episódio do soldado amarelo, no Vidas Secas, que lembra em muitos aspectos a bela cena descrita por Rachel de Queiroz da discussão de Chico Bento com o preposto que lhe negava as passagens para Quixadá, onde o vaqueiro esperava abrigar a família esfomeada: - "Desgraçado! quando acaba, andam espalhando que o governo ajuda os pobres... Não ajuda nem a morrer!"

sábado, 25 de junho de 2011

O Amor antigo

Amor antigo vive de si mesmo


não de cultivo alheio ou de presença.

Nada exige nem pede. Nada espera,

mas do destino vão nega a sentença.



O amor antigo tem raízes fundas,

feitas de sofrimento e de beleza.

Por aquelas mergulha no infinito,

e por estas suplanta a natureza.



Se em toda parte o tempo desmorona

aquilo que foi grande e deslumbrante,

o antigo amor, porém, nunca fenece

e a cada dia surge mais amante.



Mais ardente, mas pobre de esperança.

Mais triste? Não. Ele venceu a dor,

e resplandece no seu canto obscuro,

tanto mais velho quanto mais amor ...





( Carlos Drummond de Andrade )

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Aprenda a liderar em tempos de crise

Um momento de crise e incerteza, como o que o mundo inteiro está vivendo, é marcado pelas dúvidas e inseguranças dos profissionais. Muitas delas são naturais e surgem em decorrência daquele momento real que o mercado está vivendo, mas interrogações que aparecem nesse momento são inseguranças que o profissional já tinha, seja em relação à sua performance, à sua carreira ou à empresa para a qual ele trabalha.



De acordo com a executiva Elaine Saad, country manager da Right Management, o papel do líder torna-se fundamental porque é ele que deve conduzir a sua equipe para fazer a transição por esse período de crise de maneira tranqüila. Além disso, embora a liderança num momento de crise seja bastante complexa, esse cenário também pode se apresentar como uma oportunidade do líder ser testado em uma das competências que mais exige habilidade de um profissional, que é administrar a motivação dos seus liderados. “Os líderes devem entender que têm a responsabilidade de lembrar a equipe que todo período de crise passa e ao passar é preciso sobreviver, continuar trabalhando, executando suas atividades para atingir metas, dando resultado e valor para as pessoas e para os clientes”, observa Elaine

Demonstrar firmeza e segurança naquilo que fala, nas suas ações e nas opções de caminho que a sua equipe possui. Não tratar todas as pessoas da mesma maneira. As pessoas vivenciam a crise de maneira diferente e é preciso entender a reação e as necessidades que as pessoas possuem nessa situação, cada uma a sua maneira, dando suporte e apoio de maneira diferenciada. Tratando uma equipe de forma coletiva, é possível resolver o problema de alguns, mas não de todos.



 Tentar encontrar os melhores caminhos, especialmente de maneira prática, objetiva e realista, para levar a empresa ou o departamento à sobrevivência nesse momento.



Antecipar as conseqüências de um possível impacto para a sua empresa, mas sem tentar adivinhar. Ter um cenário completamente traçado pode cegar um líder para uma possível mudança de rota. “É muito importante que tenha um plano para os próximos meses, mas que seja flexível às adaptações e alterações do mercado”, alerta a executiva.



Estar atento ao momento significa poder fazer correções de rota muito rapidamente e é preciso ter uma equipe disponível e flexível para que qualquer mudança seja encarada de forma positiva e facilmente implementada. O líder deve verificar se possui pessoas preparadas para fazer essa adequação rápida, lembrando que nem sempre isso significa que é preciso ter na equipe os maiores talentos ou as pessoas com mais conhecimentos. “Nesse momento, algumas competências comportamentais, como motivação, humor e otimismo, podem ser mais importantes que habilidades técnicas e conhecimento já que essas características acabam contaminando os demais, movimentando a equipe para um caminho positivo”, observa Elaine Saad.

Liderança

 é o processo de conduzir um grupo de pessoas, transformando-o numa equipe que gera resultados. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipe e da organização.


Assim, o líder diferencia-se do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou atividade de uma organização e que, para tal, comanda um grupo de pessoas, tendo autoridade de mandar e exigir obediência.

Para os gestores atuais, são necessárias não só as competências do chefe, mas principalmente as do líder.

O estudo da liderança

A natureza e o exercício da liderança tem sido objeto de estudo do homem ao longo da sua história. Bernard Bass (2007) argumenta que "desde sua infância, o estudo da história tem sido o estudo dos líderes - o quê e porquê eles fizeram o que fizeram".[1] A busca do ideal do líder também está presente no campo da filosofia. Platão, por exemplo, argumentava em A República que o regente precisava ser educado com a razão, descrevendo o seu ideal de "rei filósofo". Outros exemplos de filósofos que abordaram o tema são Confúcio e seu "rei sábio", bem como Tao e seu "líder servo".

Acadêmicos argumentam que a liderança como tema de pesquisa científica surgiu apenas depois da década de 1930 fora do campo da filosofia e da história. Com o passar do tempo, a pesquisa e a literatura sobre liderança evoluíram de teorias que descreviam traços e características pessoais dos líderes eficazes, passando por uma abordagem funcional básica que esboçava o que líderes eficazes deveriam fazer, e chegando a uma abordagem situacional ou contingencial, que propõe um estilo mais flexível, adaptativo para a liderança eficaz.[carece de fontes?]

Nos últimos anos, boa parte dessas pesquisas e obras têm sido criticadas por ser de escopo muito restrito, mais preocupada com a explicação dos comportamentos de líderes face a face com seus colaboradores, ao invés de examinar os líderes no contexto maior de suas organizações, prestando pouca atenção ao papel da liderança organizacional em termos do tratamento da mudança ambiental. É o processo de maior importância ao qual se deve fazer enfâse. [carece de fontes?]

Teorias

Segundo Chiavenato a Teoria das Relações Humanas constatou a influência da liderança sobre o comportamento das pessoas. Existem três principais teorias sobre a liderança:

• Traços da personalidade. Segundo esta teoria o líder possui características marcantes de personalidade que o qualificam para a função.

• Estilos de liderança. Esta teoria aponta três estilos de liderança: autocrática, democrática e liberal.

• Situações de liderança (teoria Contingencial:). Nesta teoria o líder pode assumir diferentes padrões de liderança de acordo com a situação e para cada um dos membros da sua equipe

Para Lacombe os líderes influenciam as pessoas graças ao seu poder, que pode ser o poder legítimo, obtido com o exercício de um cargo, poder de referência, em função das qualidades e do carisma do líder e poder do saber, exercido graças a conhecimentos que o líder detém.

Estilos de Liderança

• Liderança autocrática: Na Liderança autocrática o líder é focado apenas nas tarefas. Este tipo de liderança também é chamado de liderança autoritária ou diretiva. O líder toma decisões individuais, desconsiderando a opinião dos liderados. O líder determina as providências e as técnicas para a execução das tarefas, de modo imprevisível para o grupo. Além da tarefa que cada um deve executar, o líder determina ainda qual o seu companheiro de trabalho. O líder é dominador e pessoal nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro.

• Liderança democrática: Chamada ainda de liderança participativa ou consultiva, este tipo de liderança é voltado para as pessoas e há participação dos liderados no processo decisório. Aqui as diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder. O próprio grupo esboça as providências para atingir o alvo solicitando aconselhamento técnico ao líder quando necessário, passando este a sugerir duas ou mais alternativas para o grupo escolher. As tarefas ganham novas perspectivas com o debate. A divisão das tarefas fica ao critério do próprio grupo e cada membro pode escolher os seus próprios companheiros de trabalho. O líder procura ser um membro normal do grupo. Ele é objetivo e limita-se aos fatos nas suas críticas e elogios.

• Liderança liberal ou Laissez faire: Laissez-faire é a contração da expressão em língua francesa laissez faire, laissez aller, laissez passer, que significa literalmente "deixai fazer, deixai ir, deixai passar". Neste tipo de liderança as pessoas tem mais liberdade na execução dos seus projetos, indicando possivelmente uma equipe madura, auto dirigida e que não necessita de supervisão constante. Por outro lado, a Liderança liberal também pode ser indício de uma liderança negligente e fraca, onde o líder deixa passar falhas e erros sem corrigi-los.

• Liderança paternalista: O paternalismo é uma atrofia da Liderança, onde o Líder e sua equipe tem relações interpessoais similares às de pai e filho. A Liderança paternalista pode ser confortável para os liderados e evitar conflitos, mas não é o modelo adequado num relacionamento profissional, pois numa relação paternal, o mais importante para o pai é o filho, incondicionalmente. Já em uma relação profissional, o equilíbrio deve preponderar e os resultados a serem alcançados pela equipe são mais importantes do que um indivíduo.

Embora os estilos de liderança já tenham sido identificados anteriormente e designados com estes ou outros nomes aqui ficam outros estilos de liderança associados à relação causal entre cada estilo e os efeitos sobre o clima de trabalho e o desempenho:

• Estilo Visionário: Canaliza as pessoas para visões e sonhos partilhados. Tem um efeito muito positivo sobre o clima de trabalho. É apropriado para situações onde ocorra mudanças que exigem uma nova visão.

• Estilo Conselheiro: Relaciona os desejos das pessoas com os objetivos da organização. Ajuda um empregado a ser mais eficiente, melhorando as suas capacidades de longo prazo.

• Estilo Relacional: Cria harmonia melhorando o relacionamento entre as pessoas. Ideal para resolver e sarar conflitos num grupo; dar motivação em períodos difíceis; melhorar o relacionamento entre as pessoas.

• Estilo Pressionador: Atinge objetivos difíceis e estimulantes. Tem um efeito por vezes negativo sobre o clima de trabalho pois é frequentemente mal executado.

• Estilo Dirigista: Acalma os receios dando instruções claras em situações de emergência. É apropriado em situações de crise; para desencadear uma reviravolta na situação; com subordinados difíceis.

Estilo de liderança: sempre foi complexo, por estar diretamente condicionado com as reações do comportamento humano, mas é imprescindível que seja situacional, flexível e adaptado para os resultados que se pretende. O principal objetivo pretendido deve contar com as etapas do estilo autocrático, democratico e liberal levando em conta o receptor com as ações de auto-estima e afetividade (respeito ao liderar ). O estilo deve ser situacional devido ao aprimoramento contínuo de todo o ambiente de trabalho.

Liderança

A liderança é um tema importante para os gestores devido ao papel fundamental que os líderes representam na eficácia do grupo e da organização. Os líderes são responsáveis pelo sucesso ou fracasso da organização.Liderar não é uma tarefa simples. Pelo contrário. Liderança exige paciência, disciplina, humildade, respeito e compromisso, pois a organização é um ser vivo, dotado de colaboradores dos mais diferentes tipos. Liderar , de uma forma bem clara ,pode ser entendida como a gestão eficaz e eficiente das pessoas de uma equipe ,para que se atinja os objetivos propostos pela organização.

Entre os desafios apresentados pelo ambiente mutável, as organizações estão valorizando cada vez mais os gerentes que possuem habilidades de liderança. Qualquer pessoa que aspire a ser um gerente eficaz deve também se conscientizar de praticar e desenvolver suas habilidades de liderança.

terça-feira, 24 de maio de 2011

RESENHA CRÍTICA - FIME NARRADORES DE JAVÉ

Manuela Rocha Paixão

Professora de Geografia, licenciada pela Faculdade

de Tecnologia e Ciências - FTC/Ead e especialista em Educação Ambiental pela Unidade Baiana de Ensino Pesquisa e Extensão - UNIBAHIA



Narradores de Javé, um filme brasileiro de 2003, do gênero drama, dirigido por Eliane Caffé, conta a história dos moradores do vilarejo do Vale de Javé e o temor destes: uma represa que precisa ser construída e com isso a cidade de Javé será alagada. E para impedir tal fato, a única chance que eles têm é a de provar que a cidade possui um valor histórico a ser preservado. Para isso, precisam colocar por escrito os fatos que só são contados de boca a boca, de pai para filho. Como a maioria dos moradores são analfabetos, para preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, então, recorrem ao ex-carteiro da cidade. Um homem banido por todos, que para evitar que o posto de correios do lugar seja fechado começa a escrever cartas para pessoas de outras cidades e conhecidos seus, contando mentiras e calúnias dos habitantes da cidade, para poder assim gerar movimento na agência, e evitar o fechamento da mesma (e assim, preservar o seu emprego). Assim, o malandro Antonio Biá é convocado pelo povoado do Vale de Javé a pôr na escrita as histórias, contadas há anos pelos moradores, sobre a fundação da cidade, os personagens grandiosos e cheios de virtude que habitavam suas lembranças. Neste caminho, Biá vai conhecendo a fundo as fantasias, as memórias e as lembranças do povo de Javé. Mas a escrita destas histórias, tão diferentes umas das outras, não estava fácil. Biá, por mais talentoso que fosse na "regras da escritura" teve muitas dificuldades para pôr no papel as histórias de grandeza daquele povo, as quais não obtiveram registro oficial.



Nesse contexto, o filme aborda diversos temas como, a formação cultural de um povo; heranças históricas; crenças; valores; oposição entre memória, história, verdade e invenção; importância da oralidade na construção cientifica; dimensão da escrita e da fala; confronto entre o progresso e as tradições do vilarejo.



Os relatos em tom de fábula dos moradores, que não conseguem se entender entre suas versões, os casos contados, a verdadeira fundação de Javé, o papel e a forma da morte de Indalécio, seu fundador, e da participação de Mariadina, tornam-se perceptível no decorrer das cenas do filme que, as lendas e os contos contribuem para a formação cultural de um povo na medida em que edificam uma maneira de viver de determinadas pessoas na sua moral ou na sua forma de agir através dos hábitos, costumes e pela linguagem pitoresca da região.



É comum ouvirmos as célebres frases "Quem conta um conto aumenta um ponto", "Existem três verdades: a minha, a sua e a que de fato é", "O povo aumenta, mas não inventa". Enfim, são verdades populares que estão na boca do povo e que é o elemento-chave do filme, levando a um confronto entre verdade – invenção, memória – história.



Em toda a história da humanidade, o povo sempre viveu na oralidade, as crenças, as histórias, as lendas eram passadas de pai para filho, resgatando apenas a memória do passado. Assim como no filme os moradores de Javé buscam escrevinhar um documento cientifico com a história de cidadezinha, é importante destacar que as escrituras que hoje temos acesso surgiram da oralidade histórica de um povo, como por exemplo, a Bíblia, os acontecimentos históricos do Brasil e do mundo, entre outros. Deste modo, a tradição oral vinculada a escrita fortalece as relações entre as pessoas, criando uma rede de transmissão de conhecimentos e modo de vida. As palavras são transformadas em ação, neste ato de contar estabelece-se uma relação de cumplicidade, além de serem repassados conhecimentos.



Ao final do filme, o livro com a grande história de Javé não foi escrito. O progresso ostenta o espaço, a represa é construída, e por fim, a cidade é inundada e seus moradores desterrados. Narradores de Javé, embora tenha buscado o registro para que suas memórias não ficassem submersas, evidencia uma sociedade que se desvanece, em sua cultura, história e tradição em detrimento do progresso, do avanço tecnológico.





Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:

RESENHA CRÍTICA - FILME: NARRADORES DE JAVÉ publicado 11/09/2009 por Manuela Rocha Paixão em http://www.webartigos.com



Fonte: http://www.webartigos.com/articles/24603/1/RESENHA-CRITICA---FILME-NARRADORES-DE-JAVE/pagina1.html#ixzz1NIZ1owGq

sábado, 30 de abril de 2011

Desapego a Rede Globo de Televisão

Muitos brasileiros,inclusive brasileirinhos, estão apegados ao pensamento alienante da rede globo mediante os diversos programas,entretanto, seria necessário uma campanha educativa efetiva que vise ampliar os horizontes de pensamento das pessoas fomentanto o desejo pela deliciosa liberdade que assegura a vida.Uma contribuição significante é a do mestre Jesus Cristo que leciona dizendo que devemos conhecer a verdade,pois a mesma nos assegura a libertação,chega de doutrinas que endeusa a mentira,prega separação e induz ao desvaneio.As figuras que alimentam-se dessas influentes doutrinas acabam pensando como tais e agindo conforme pregam.A verdadeira alternativa para tal problemas é o desapego aos ensinamentos da rede globo de televisão,principalmente das novelas de cada dia.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Páscoa


A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação (ver Sexta-Feira Santa) que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.
Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.
A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.
A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.
A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres. [1]
Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês do século VII.

Páscoa no Judaísmo
Segundo a Bíblia (Livro do Êxodo), Yahweh lançou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo cap 12), disse Yahweh que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e Yahweh passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.
A Bíblia judaica institui a celebração da Páscoa em Êxodo 12, 14: Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra de Adonai: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua .
Tradições pagãs na Páscoa
Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Portanto, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Ishtar ou Astarte é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada (claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Shabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.
A palavra Páscoa em várias línguas
 origem wikipédia

terça-feira, 15 de março de 2011

A Postura Correta

Neste Artigo:



- A postura correta

- Atividades e postura

- As crianças, a escola e o lazer

- Doenças ligadas à postura

- Escolhendo um profissional

- Cuidados no trabalho

- O repouso

- Veja Outros Artigos Relacionados ao Tema



A má postura pode ser causa de várias lesões. Cuidar da postura no trabalho, no lazer e em casa, fazer caminhadas e alongamentos são atitudes que promovem a saúde e ajudam a combater as lesões posturais. Muitas pessoas são acometidas de dores no corpo, principalmente nas costas, e somente depois de algum tempo percebem que sua postura estava errada. A educação postural é algo que se deve perseguir desde a infância, para evitar problemas na idade adulta.



A postura correta



O Dr. Mauro Bosi, ortopedista do Fusame - Hospital Municipal de Americana, interior de São Paulo explica que para se ter uma postura correta é preciso praticar atividade física regularmente, corrigir sempre a própria postura nas atividades diárias domésticas e/ou profissionais, mantendo a coluna ereta o tempo todo.



Existem três desvios na coluna, relata Dr. Bosi, que são a escoliose, a cifose e a lordose, os quais podem ser congênitos ou adquiridos. Segundo ele, são problemas físicos que podem ser tratados conservadoramente com fisioterapia e/ou coletes, ou, quando o caso requer, com tratamento cirúrgico. A má postura leva inicialmente a dor e depois a uma deformidade que pode tornar-se irreversível (geralmente em pacientes idosos), acrescenta.



Atividades e postura



São vários os tipos de trabalho que obrigam a pessoa a manter certas posições do corpo durante muito tempo e que podem acarretar problemas posturais. Os dentistas, os ourives, os digitadores, os estivadores, entre outros, podem ter sua postura afetada pelo trabalho. Dr. Bosi lembra que, na verdade, todos os trabalhos, sejam eles em pé ou sentados, necessitam de uma ergometria correta (posição e tamanho da cadeira, da mesa, do computador, do teclado, etc...) para prevenir defeitos posturais. Assim, qualquer postura que não obedeça a esses princípios pode acarretar problemas.



Uma pessoa que se senta de maneira encurvada, em uma cadeira inadequada para costurar ou digitar pode vir a ter problemas no cóccix. Esse problema pode ser corrigido como? A dor no cóccix pode acontecer por sobrecarga local (sentar-se por muito tempo) ou queda sentado, responde Dr. Bosi. O tratamento é feito com analgésicos, antiinflamatório e calor local. A pessoa deve ainda procurar sentar-se, daí por diante, em lugar macio.



Que são métodos cinésioterapêuticos e como se aplicam para a postura? Cinesioterapia é a terapia através dos movimentos (exercícios de uma forma geral) e amplamente utilizada na correção da postura, relata o médico. Além disso, ioga, alongamentos musculares, reeducação postural global (da Escola Francesa), hidroterapia, são recursos que podem auxiliar.



As crianças, a escola e o lazer



O que os pais devem ensinar à criança para que ela tenha uma boa postura? O pé chato tem alguma relação com isto?, são perguntas que os pais se fazem. O Dr. Bosi diz que o pé chato nada tem a ver com postura incorreta. As crianças devem ser alertadas ao sentar para estudar, ver tv e vídeo games, carregar materiais escolares pesados de um lado só do corpo, e outras posturas incorretas do dia-a-dia. Devem ter o hábito de praticar qualquer atividade física o mais precocemente possível, dando preferência a esportes aquáticos.



O peso das mochilas deve ser regularmente vistoriado pelos pais, pois este é um problema muito sério e que as escolas devem prestar bastante atenção. Uma criança que porta quatro cadernos e mais quatro livros didáticos, além de lanche e outros acessórios, está carregando diariamente um peso demasiado grande para seu porte físico. É preciso uma campanha junto a pais e professores e é direito dos pais questionarem a escola sempre que a criança for obrigada a transportar (muitas vezes em longos trajetos da casa até a escola) um volume excessivo de material escolar.



Em casa, outro problema que pode influir na postura é a permanência da criança em frente ao computador, jogando vídeo game ou navegando na Internet. Essa criança - isso vale também para o adulto - deve ser ensinada a ter os pés apoiados em uma superfície sólida, coxas paralelas ao solo e ajustar a cadeira de modo que fique bem encostado na parte de trás, com os joelhos dobrados em ângulo de 90º, diz a Dra. Tricia Lyons, fisioterapeuta da Health Corp. Consulting, na California State University, EUA.



Doenças ligadas à postura



Uma doença se desenvolve como resultado do desgaste dos tecidos do corpo - juntas, ligamentos, tendões, nervos e músculos, relata Dra. Tricia. A postura, a repetição e os movimentos onde há constante esforço são fatores que propiciam a LER (Lesão por Esforço Repetitivo), como os vídeo games.



Normalmente, afirma a médica, duas horas por dia de trabalho no computador não significarão um risco de adquirir LER. No entanto, a maioria das pessoas usa computador pelo menos de quatro a dez horas por dia, pois o fazem tanto em casa quanto no trabalho. A Dra. Tricia recomenda que essas pessoas façam um registro do tempo que despendem no computador. Com isso, ela acredita que vão perceber que passam tempo demais na posição sentada e que precisam intercalar atividades para não contraírem LER ou outra doença relacionada à postura.



Escolhendo um profissional



Encontrar o profissional ideal para tratar de assuntos relacionados às dores e aos problemas de coluna, à má postura, e principalmente às lesões por esforço repetitivo (LER) não é tarefa tão fácil. Dependendo do problema, ele pode ser mais bem detectado pelo ortopedista, reumatologista, pelo fisioterapeuta, por um médico do trabalho, um clínico geral ou um neurologista. Como as dores lombares e outros males afetando a coluna podem ter diversas causas, é preciso encontrar um profissional que dê um diagnóstico 100% eficaz.



Nesse caso, as perguntas que uma pessoa deve fazer a si mesma são:



- Meu médico faz parte do plano de saúde que eu possuo? (caso tenha plano de saúde).



- Meu médico tem horários compatíveis com os meus?



- Onde posso encontrar meu médico, em caso de emergência?



- Tenho tempo durante a consulta, ou sinto que estou sendo apressado?



- Posso abrir-me com ele naturalmente?



- Ele me explica e me faz perguntas de maneira que eu possa entender?



- Sinto-me confortável durante a consulta e recebo atenção?



Cuidados no trabalho



Pessoas que executam serviço repetitivo (digitar, levantar e abaixar maquinários, etc) tendem a ser acometidas de LER. As empresas já estão se dando conta de que os afastamentos e as trocas de funcionários por lesões repetitivas não trazem benefício nem a elas próprias, nem aos empregados. Para que isto não ocorra, há corporações hoje que já se preocupam com a altura certa das cadeiras, das bancadas, dos maquinários, e fazem um acompanhamento mais acurado quanto à postura e a força do empregado no momento do trabalho. Outras empresas chegam a contratar especialistas para promover momentos de alongamento entre os funcionários, o que pode ser muito útil na prevenção postural e de doenças da LER.



Além disto, mudar o empregado de setor é uma alternativa, bem como oferecer intervalos regulares no trabalho. Esses intervalos, ao contrário do que pensam alguns empresários, fazem com que o rendimento e a atenção do trabalho aumentem.



O repouso



O sono mal dormido (tenso) pode influir na postura? Qual o tipo de colchão mais adequado para um bom repouso? O que há de verdade e de mentira nos anúncios sobre colchões?



O Dr. Bosi diz que o colchão tem que ser plano, não duro, e o estrado reto. Não há necessidade de comprar "colchão ortopédico", mas um bom colchão, que a pessoa mesma deve experimentar ou vistoriar atentamente no ato da compra. Por outro lado, um colchão de má qualidade, com espuma muito fina, por exemplo, em pouco tempo pode ser responsável pelo cansaço que a pessoa tem na hora de acordar e ao longo do dia, prejudicando sua saúde e suas atividades. O período de repouso também é importante, preferencialmente intercalado entre os períodos de trabalho, dando oportunidade aos músculos para relaxarem.

fonte blog boa saude,zip,net

sexta-feira, 11 de março de 2011

As faces da humanidade

Segundo o grande mestre -Jesus Cristo- quando o homem leva um tapa na face direita deve oferecer a esquerda, para que faças o mesmo.Ao pé da letra demonstra-se que a humaniddade tendem a ser mero boboca, mas ao averiguar as entre linhas constata-se a fluência da sabedoria humana minuciosamente explicado por Tiago em sua carta dirigida no capítulo 1,19-25,tendo como fonte iluminadora provérbios 17,27.Entretanto o Mestre leciona que devemos ser simples como uma pombinha e sagaz como uma serpente. Isso significa que o homem precisa usar mais sua capacidade animal e não apenas 1% conforme canta Raul Seixas em sua belíssima canção. Autoria Antonio dos Santos sobrinho.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

História do Carnaval

Por Monique Cardoso



Das festas populares do Brasil, o Carnaval é, sem dúvidas, a mais grandiosa delas e uma das poucas manifestações folclóricas que ainda sobrevivem e conseguem envolver o grande público. A história do Carnaval começa há mais de 4 mil anos antes de Cristo, com festas promovidas no antigo Egito, como as festas de culto a Ísis. Eram principalmente eventos relacionadas a acontecimentos religiosos e rituais agrários, na época da colheita de grandes safras. Desde essa época as pessoas já pintavam os rostos, dançavam e bebiam. Há também indícios que o Carnaval tem origem em festas pagãs e rituais de orgia. Em Roma, as raízes deste acontecimento estão ligadas a danças em homenagem ao Deus Pã e Baco, eram as chamadas Lupercais e Bacanais ou Dionísicas.



Com o advento da Era Cristã, a Igreja começou a tentar conter os excessos do povo nestas festas pagãs. Uma solução foi a inclusão do período momesco no calendário religioso. Antecedendo a Quaresma, o Carnaval ficou sendo uma festa que termina em penitência na quarta feira de cinzas. Os cristãos costumavam iniciar as comemorações do Carnaval na época de Natal, Ano Novo e festa de Reis. Mas estas se acentuavam no período que antecedia a Terça-feira Gorda, chamada assim porque era o último dia em que os cristãos comiam carne antes do jejum da quaresma, no qual também havia, tradicionalmente, a abstinência de sexo e até mesmo das diversões, como circo, teatro ou festas.



No Corso, os carros abertos desfilavam nas principais ruas das grandes cidades

De acordo com o calendário gregoriano, utilizado oficialmente na maior parte do mundo, o Carnaval é uma festa móvel porque é indicado pelo domingo de Páscoa, também uma data comemorativa móvel para que não coincida com a páscoa dos judeus. Para saber em que dia cairá as duas festas, determina-se primeiro o equinócio da Primavera (no Brasil é Outono). Não se pode esquecer que o calendário segue as estações do ano de acordo com o hemisfério norte, onde foi criado. O primeiro domingo após a lua cheia posterior ao equinócio da primavera é o domingo de Páscoa. Face a essa regra, o domingo de carnaval cairá sempre no 7º domingo que antecede à Páscoa. A quaresma tem início na quarta feira de cinzas e como o próprio nome diz, tem duração de 40 dias.



Em 1938, as grandes sociedades, ainda famosas, desfilavam com carros alegóricos

Na Idade Média, predominavam nos festejos de Carnaval os jogos e disfarces. Em Roma havia corridas de cavalos, desfiles de carros alegóricos e divertimentos inocentes como a briga de confetes pelas ruas. O baile de máscaras foi introduzido pelo papa Paulo II, no século XV, mas ganhou força e tradição no século seguinte, por causa do sucesso da Commedia dell'Arte. As mais famosas máscaras são as confeccionadas em Veneza e Florença, muito utilizadas pelas damas da nobreza no século XVIII como símbolo máximo da sedução.



Ala de baianas numa primitiva escola de samba aguardando o desfile, em 1931

Datam dessa época três grandes personagens do Carnaval. A Colombina, o Pierrô e o Arlequim tem origem na Comédia Italiana, companhia de atores que se instalou na França pra difundir a Commedia dell'Arte. O Pierrô é uma figura ingênua, sentimental e romântica. É apaixonado pela Colombina, que era uma caricatura das antigas criadas de quarto, sedutoras e volúveis. Mas ela é a amante de Arlequim, rival do Pierrô, que representa o palhaço farsante e cômico.





O Rancho Flor de Abacate, vencedor do carnaval carioca de 1932

Na Europa um dos principais rituais de Carnaval foi o Entrudo. A palavra vem do latim e significa início, começo, a abertura da Quaresma. Existe desde 590 d.C., quando o carnaval cristão foi oficializado. O povo comemorava comendo e bebendo para compensar o jejum. Mas, aos poucos, o ritual foi se tornando bruto e grosseiro e o máximo de sua violência e falta de respeito aconteceu em Portugal, nos séculos XVII e XVIII. Homens e mulheres atiravam água suja e ovos das janelas dos velhos sobrados e balcões. Nas ruas havia guerra de laranjas podres e restos de comida e se cometia todo tipo de abusos e atrocidades.

O Carnaval no Brasil

Por causa das atuais maneiras de se brincar o Carnaval. muita gente pensa que esta festa tem origem na cultura trazida pelos escravos. Mas, ao contrário disso, o carnaval brasileiro se origina no entrudo português e aqui chegou com as primeiras caravelas da colonização. Recebeu também muitas influências das mascaradas italianas e somente no século XX é que recebeu elementos africanos, considerados fundamentais para seu desenvolvimento. Com essa mistura de costumes e tradições tão diferentes, o Carnaval do Brasil é um dos mais famosos do mundo e, todos os anos, atrai milhares de turistas dos cinco continentes.

Mais precisamente, o entrudo desembarcou no Brasil em 1641, na cidade do Rio de Janeiro. Assim como em Portugal, era uma festa cheia de inconveniências da qual participavam tanto os escravos quanto as famílias brancas. Após insistentes intervenções e advertências da Igreja Católica, os banhos de água suja foram sendo substituídos por limões de cheiro, esferas de cera com água perfumada ou água de rosas e bisnagas cheias de vinho, vinagre ou groselha. Esses frascos deram origem ao lança-perfume, bisnaga ou vidro de éter perfumado de origem francesa. Criado em 1885, chegou ao Brasil nos primeiros anos do século XX. Também substituindo as grosserias, vieram então as batalhas de flores e os desfiles em carros alegóricos, de origem européia.

Uma das figuras mais marcantes da festa é a do Rei Momo, inspirada nos bufos, atores portugueses que costumavam representar comédias teatrais para divertir os nobres. Há também o Zé Pereira, tocador de bumbo que apareceu em 1846 e revolucionou o carnaval carioca. Tem origem portuguesa e, tendo sido esquecido no começo do século XX, deixou como sucessores os ritimistas que acompanhavam os blocos dos sujos tocando cuíca, pandeiro, reco-reco e outros instrumentos.

As máscaras e fantasias começaram a ser difundidas aqui ainda na primeira metade do século XIX. O primeiro baile de máscaras do Brasil foi realizado pelo Hotel Itália, no Largo do Rocio, RJ. A idéia logo virou um hábito e contagiou a cidade. Mas, apesar de ser uma maneira sadia e alegre de se brincar o carnaval, contribuiu para marcar as já gritantes diferenças sociais que aqui sempre existiram. O carnaval dos salões veio para agradar a elite e a classe emergente do país, o povo ficava do lado de fora, nas festas de rua ao ar livre. E mesmo com o grande sucesso dos bailes de salão, foi na esfera popular que o carnaval adquiriu formas genuinamente autênticas e brasileiras.

Um dos itens mais importantes do carnaval brasileiro também obedece à evolução histórica. Na falta de um gênero próprio de música carnavalesca, inicialmente as brincadeiras eram acompanhadas pela Polca. Depois o ritmo passou a ser ditado pelas quadrilhas, valsas, tangos, charleston e maxixe, sempre em versão instrumental. Somente em 1880 as versões cantadas - entoadas por coros - invadiram os bailes. A primeira música feita exclusivamente para o carnaval foi uma marchinha, "Ó abre alas", composta para o cordão Rosa de Ouro pela maestrina Chiquinha Gonzaga em 1899 e inspirada pela cadência rítmica dos ranchos e cordões. Desde então este gênero, que rapidamente caiu no gosto popular, passou a animar os carnavais cariocas. Elas sobreviveram por um longo tempo, mas foram substituídas pelo samba, que na década de 60 passou a ocupar definitivamente o lugar das velhas marchinhas populares de carnaval nas rádios, nas gravadoras de discos e na recente televisão.

Conheça Juazeiro

fonte http://www.juazeiro.ba.gov.br/

Texto – Rosy Costa, historiadora e pesquisadora.

No ano de 1596, o território era percorrido pelo bandeirante Belchior Dias Moréa, encontrando sob as frondosas árvores do Juazeiro, os mascates e tropeiros que descansavam e ouviam as histórias dos índios Tamoqueus, Guaisquais, Galache e outras tribos da nação Cariri, primeiros habitantes dessas paragens.

A pequena aglomeração iniciada como “Passagem do Juazeiro”, povoava-se de casas de taipa e taperas, tendo suas terras incluídas nos domínios da Casa da Torre dos Garcias D’Ávilas, propiciando as condições de nascimento do primeiro povoado que nos deu origem, ainda no século XX.

Empenhados na catequese, chegaram em 1706 os Franciscanos, aldeando os índios Tamoquins, instalando assim a Missão Franciscana. Nessa consolidação, foi edificada uma capela e o convento onde hoje se situa a rua 15 de novembro, no centro da cidade.

Um índio vaqueiro à procura de tresmalhada, encontra nas grotas do rio (imediações da vila Amália) uma imagem de Nossa Senhora, talhada em madeira e a conduz à presença dos Capuchinhos Franciscanos. Colocada em nicho na primeira igreja construída em 1710, local da atual Catedral de Nossa Senhora das Grotas, padroeira de Juazeiro (BA), o fato foi logo aceito como um milagre e motivo para as crentes romarias.

A missão de Juazeiro foi elevada à categoria de julgado, sob a jurisdição da Comarca de Jacobina no ano de 1766, quando já contava com 156 casas. Em 09 de maio de 1833, o povoado passou a vila, desmenbrando-se do município de Sento - Sé.

Sua primeira Câmara Municipal foi instalada a 11 de junho de 1834 e apesar das dificuldades, procuraram realizar um trabalho organizado, deixando um honroso legado político com o 1º Presidente da Câmara, Francisco de Paula Pita.

Durante 45 anos, Juazeiro viveu sua existência de vila com escola Primária, Agências de Correios, Coletoria, assistiu à descida do Vapor Saldanha Marinho (1871) pelas águas do São Francisco e vibrou com a promulgação da Lei que autorizava a construção da Estrada de Ferro do São Francisco.

Em 15 de julho de 1878, a vila de Juazeiro, foi elevada a categoria de cidade por força de Lei nº1814, e daí por diante o Presidente da Câmara Sr. Francisco Martins Duarte, assumiu função executiva como o primeiro Prefeito de Juazeiro (BA).

Da passagem de tropeiros para a Capital Nacional da Irrigação muita coisa mudou, mas o espírito hospitaleiro do seu povo continua o mesmo. Seu nome veio da árvore do Juazeiro, uma planta forte e medicinal que assim como o município resiste às intempéries.

Desde a ocupação do mediterrâneo baiano, Juazeiro destaca-se na liderança regional, sem perder qualquer conteúdo de sua tríplice identidade. A terra e o povo ao mesmo tempo baianos e são franciscanos, permanecem fiéis ao seu compromisso com a nordestinação.

Indicativos não faltam da grandeza dos fatores históricos, geográficos e econômicos que dimensionam em visão de futuro, o potencial e a perspectiva desenvolvimentista de Juazeiro: “Oásis do Sertão, “Califórnia Brasileira”, “Eldorado da Fruticultura Irrigada”, Capital da Irrigação”.











Área do Município 6.390 km²

População 230.538 hab (estatísticas de 2007)

Densidade 32,5 km²

Altitude 368 mts

Clima Semi-árido

Fuso horário UTC-3

Precipitação média anual 399 mm

Temperatura média anual 24.2°C

Pluviosidade média anual 0427mm

Período chuvoso Novembro a março

Tipo climático Árido e semi-árido

Solo Eutrófico, vertissolo, cambissolo, aluviais

Vegetação Caatinga

Relevo Pediplano sertanejo, várzea e aluviais

Principais rios São Francisco, Curaçá, Malhada da Areia, Salitre



Asp

IDH 0,683 (PNUD 2000)

PIB R$ 837.439,460,00 (IBGE 2003)

PIB per Capta R$ 4.347,47 (IBGE 2003)



Indicadore



Distritos do Município Distância da Sede População (hab)

Abóbora 100 Km 2.254

Carnaíba 20 Km 3.386

Itamotinga 72 Km 20.995

Junco 20 Km 7.253

Juremal 45 Km 1.751

Massaroca 65 Km 2.677

Pinhões 72 Km 2.274





ASPECTOS F´SICOS E GEOGRÁFICOS

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Telefone Úteis

Corpo de Bombeiros 193

Polícia Militar 190

SAMU 192

Polícia Civil (74) 3613-8222 / 3613-8220

FAX: 3613-8225

Polícia Federal (74) 3611-5188

Guarda Municipal (74) 3612-3550 /3612-9880

SAC 0800715353 e (74) 3611-8753

Detran (74) 3611-8523

SAAE (74) 3611-7205

Paço Municipal (74) 3612-3500

Prefeitura Municipal (74) 3612-3600

SAM (74) 3612-3610

Mercado do Produtor (74) 3612-0008

Terminal Rodoviário (74) 3611-7557

Aeroporto (87) 3863-3366

Polícia Rodoviária Federal (74) 3544-2027

Delegacia Regional Petrolina (87) 3864-5123

Direitos da mulher- 180
Direitos da criança e adolescente- 100

domingo, 5 de dezembro de 2010

Minha querida Juazeiro

Sou apaixonado por essa maravilhosa cidade onde nasci, devido a hospitalidade e o jeito belo dos amantes desta terra.Entristesse-me ver os exploradores dos lauréis de nossa querida Juazeiro sem ao menos aplicar recursos no embelezamento proporcionante.Salve as pessoas de bons corações que reconheceram que aqui conseguiram elencar suas vidas,mas perdoai nossa Excelsa rainha os que ignoraram essa explêndida colaboração que destes.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mandamentos do Amor

01- Me Amar como eu te amo.02- Não desconfiar de mim.03- Não me provocar.04- Guardar-me no coração para sempre.05- Ser sincero comigo, em todos os sentidos.06- Ter muito carinho.07- Estar sempre disposto aos meus desempenhos.08- Não negar coisas simples que eu pedir.09- Saber perdoar e me ouvir sempre.10- Dar um beijo provando sua sinceridade.

PARA OS AMORES

o homem e a mulherO Homem é a mais elevada das criaturas...A Mulher é o mais sublime dos ideais...Deus fez para o Homem um trono, para a Mulher um altar....O trono exalta, o altar santifica...O Homem é o cérebro, a Mulher, o coração...O cérebro produz a luz, o coração, amor...A luz fecunda, o amor ressuscita...O Homem é o gênio, a Mulher é o anjo...O gênio é imensurável, o anjo indefinível...A aspiração do Homem é suprema glória, a aspiração da Mulher, a virtude suprema...A glória traduz grandeza, a virtude traduz divindade...O Homem tem a supremacia, a Mulher, a preferência...A supremacia representa a força, a preferência representa o direito...O Homem é forte pela razão, a mulher é invencível pela lágrima...A razão convence, a lágrima comove...O Homem é capaz de todos os heroísmos, a Mulher, de todos os martírios...O heroísmo enobrece, o martírio sublima...O Homem é o código, a Mulher, o evangelho...O código corrige, o evangelho aperfeiçoa!...

Engenheiros do Hawaii

seria mais fácil fazer como todo mundo fazo caminho mais curto, produto que rende maisseria mais fácil fazer como todo mundo fazum tiro certeiro, modelo que vende maismas nós dançamos no silênciochoramos no carnavalnão vemos graça nas gracinhas da TVmorremos de rir no horário eleitoralseria mais fácil fazer como todo mundo fazsem sair do sofá, deixar a Ferrari pra trásseria mais fácil como todo mundo fazo milésimo gol sentado na mesa de um barmas nós vibramos em outra freqüênciasabemos que não é bem assimse fosse fácil achar o caminho das pedrastantas pedras no caminho não seria ruimmas nós vibramos em outra freqüênciasabemos que não é bem assimse fosse fácil achar o caminho das pedrastantas pedras no caminho não seria ruimseria mais fácil fazer como todo mundo faz

Eleições gerais

Participar da decisão dos cargos importantíssimos de nosso país é motivo de festa e de honradez,pois a população fundada em seus pensamentos escolhe as pessoas que irão conduzir os destinos de nosso estado e nação.Saber votar depende de cada pensamento e reflexão de cada pessoa,portanto ciente desta obrigação-privigélio vamos participar com entusiasmo de grandiosa festa da democracia.O Basil depende dessa espontânea participação,pois é o tempo de colocarmos nossas impressões no que achamos e consideramos bom.
Feliz deliberação...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Solo e tipo de solo

Solo é um corpo de material inconsolidado, que recobre a superfície terrestre emersa, entre a litosfera e a atmosfera. Os solos são constituídos de três fases: sólida (minerais e matéria orgânica), líquida (solução do solo) e gasosa (ar). Essas fases podem ser encontradas em diferentes proporções, dependendo de fatores como tipo de solo e forma de utilização.
É produto do
intemperismo sobre um material de origem, cuja transformação se desenvolve em um determinado relevo, clima, bioma e ao longo de um tempo.
O solo, contudo, pode ser visto sobre diferentes
ópticas. Para um engenheiro agrônomo, através da edafologia, solo é a camada na qual pode-se desenvolver vida vegetal. Para um engenheiro civil, sob o ponto de vista da mecânica dos solos, solo é um corpo passível de ser escavado, sendo utilizado dessa forma como suporte para construções ou material de construção.

Solos arenosos
São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração areia, de tamanho entre 2mm e 0,05mm, formado principalmente por cristais de quartzo e minerais primários. Os solos arenosos têm boa aeração e capacidade de infiltração de água. Certas
plantas e microorganismos podem viver com mais dificuldades, no entanto, devido à pouca capacidade de retenção de água.
Solos siltosos
São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração
silte, de tamanho entre 0,05 e 0,002mm, geralmente são muito erosíveis. O silte não se agrega como as argilas e ao mesmo tempo suas partículas são muito pequenas e leves.
Solos argilosos
São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração
argila, de tamanho menor que 0,002mm (tamanho máximo de um colóide). Não são tão arejados, mas armazenam mais água quando bem estruturados. São geralmente menos permeáveis, embora alguns solos brasileiros muito argilosos apresentam grande permeabilidade - graças aos poros de origem biológica. Sua composição é de boa quantidade de óxidos de alumínio (gibbsita) e de ferro (goethita e hematita). Formam pequenos grãos que lembram a sensação táctil de pó-de-café e isso lhes dá certas caraterísticas similares ao arenoso.
Latossolo
Possui a capacidade de troca de cations baixa, menor que 17 cmolc, presença de argilas de baixa atividade (Tb), geralmente são solos muito profundos (maior que 2 m), bem desenvolvidos, localizados em terrenos planos ou pouco ondulados, tem textura granular e coloração amarela a vermelha escura.
Solo lixiviado
São aqueles que a grande quantidade de chuva carrega seus nutrientes, tornando o solo pobre ( pobre de potássio, e nitrogênio)
Solos negros das Planícies e das Pradarias
São aqueles que são ricos em matéria orgânica.
Solo árido
São aqueles que pela ausência de chuva não desenvolvem seu solo.
Solos de montanhas
São aqueles que o solo é jovem.
Erosão do solo
É um processo natural de desagregação, decomposição, partículas do solo ou fragmentos de rocha, pela ação combinada da gravidade com a água, vento, gelo ou organismos (IPT, 1986).
Os processos erosivos são condicionados basicamente por alterações do meio ambiente, provocadas pelo uso do solo nas suas várias formas, desde o desmatamento e a agricultura, até obras urbanas e viárias, que, de alguma forma, propiciam a concentração das águas de escoamento superficial.
Os processos erosivos iniciam-se pelo impacto da massa aquosa com o terreno, desagregando suas partículas. Esta primeira ação do impacto é complementada pela ação do escoamento superficial, a partir do acúmulo de água em volume suficiente para propiciar o arraste das partículas liberadas (IPT, 1991).
A erosão é o processo de desprendimento e arraste acelerado das partículas do solo causado pela água e pelo vento. A erosão do solo constitui, sem dúvida, a principal causa da degradação acelerada das terras. As enxurradas, provenientes das águas de chuva que não ficaram retidas sobre a superfície, ou não se infiltraram, transportam partículas de solo e nutrientes em suspensão. Outras vezes, esse transporte de partículas de solo se verifica, também por ação do vento.
O efeito do vento na erosão é ocasionado pela abrasão proporcionada pela areia e partículas mais finas em movimento. A água é o mais importante agente de erosão; chuva, córregos, rios, todos carregam solo, as ondas erodem as costas dos continentes e lagos, de fato, onde há água em movimento, ela está erodindo os seus limites.
Fonte: www.drenagem.ufjf.br