quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Com o tempo..,

Com o tempo       

você aprende
ue a vida lhe dá mais oportunidades

do que pode mensurar e
imaginar
Com o tempo

você se dará conta

que as opor
tunidades podem parecer banais

mas traçamos a nossa vida

mediante escolhas que fazemos
Com o
tempo
você compreende

que só quem é capaz de fazer escolhas

sabe o preço de incluir algo

 a fim
de excluir outras opções
Com o tempo

você se dará conta

de que está
disposto a pagar um preço alto
Saberá fazer valer tal momento
Com o tempo v
ocê compree
nde

que
o momento que vivemos

o agora

requer posturas outras

requer fluidez de tempo

requer proatividade


requer disposição
Disponibilidade em ação
Com o tempo
você se dará conta

de que ser aluno do Profuncionário

necessita, sobretudo

novas condutas
profissionais

nova caminhada na escola

novo direcionamento na prática
Com o tempo
você compreende que o novo
Além de mudança de conduta profissional

propor
cionará mudança de conhecimento

mudança de titulação

mudança de remuneração
Com o tempo

você se
dará conta

que o processo educativo

durante o (per)curso do Profuncionário

 a o que, a princípio, parecia árduo

cansativo
, atribulado

no entanto

poderá trazer

não simplesmente possíveis mudan
ças
S
ocioeconômicas e culturais
M
as
, sobretudo, mudança de
olhar

Com o tempo
v
ocê compreende
Q
ue para mudar o olhar
U
rge aprende
r a aprender
A
prender a fazer
A
prender a viver com os outros
A
prender
a ser
Para tal, é preciso valorizar o processo vivido
A
experiência
em cada discussão
promovida
E
m cada avaliação
realizada
E
m cada atividade interagida
P
ois
cada
m
omento é irrepetível
S
eja ele síncrono ou assíncron
o
Com o tempo
v
ocê se dá conta
D
e que vivemos
n
um momento de liquidez temporal
O
nde tudo
é muito rápido e intangível
Ressaltemos aqui que
demos temporalidade ao tempo Cronos
E
, que ess
e mesmo t
empo, nos consome, nos engole
Devido a um mau uso do tempo
Com o tempo
v
ocê compreende
Q
ue
com as tecnologias
P
odemos formar,
informar ou deformar o homem
T
o
davia, precisamos fazer uso dess
as
D
e modo a contribuir decisivamente
P
ara a for
mação humana

Com o tempo
v
ocê aprende
A
constr
uir todos os seus caminhos hoje
P
orque o terreno do amanhã
S
ão expectativas futuras
E é
demasia
do incerto para fazer planos
E
quanto ao O
ntem,
já passou
E
por ser passado, não mais exist
e
E
le perdura apenas na nossa M
emória
Assim, você,
agora, precisa internalizar
Q
ue
na realidade
O
melhor não foi o passado vivido
N
ão será o futuro a viver
M
as sim o momento que está viv
endo
V
ivemos tão
somente o instante
vivido
Por isso, recorde sempre estas palavras
O homem torna
-
se velho muito rápido
E
sábio demasiado
tarde.
Exatamente quando
JÁ NÃO HÁ TEMPO!
Autora: Alexandra Quadro Siqueira
Coordenadora pedagógica do Curso de Multimeios Didáticos do
Profuncionário/
IFBA
Parabéns pelo Dia do Estudante!
E
quipe do Profuncionário
/
IFBA

Os índios Atikum



Atikum

Os Atikum fazem parte de um conjunto de grupos indígenas nordestinos que, menosprezados pela etnologia clássica por serem considerados menos importantes ou aculturados, só começaram a ganhar visibilidade a partir da segunda metade dos anos 1980. Trata-se de grupos que eram vistos como restos ou resíduos de uma etnia ancestral, recebendo o rótulo de remanescentes indígenas.
A partir principalmente da virada dos anos 80 para os 90, antropólogos críticos do paradigma da aculturação espalharam-se pelo Nordeste a fim de elaborar monografias entre tais grupos, tornando-os assim mais conhecidos e foco de diversos debates acadêmicos.
Nome
Os membros da "Comunidade Indígena de Atikum-Umã" autodenominam-se índios de Atikum-Umã, em referência a uma ancestralidade. Umã teria sido o "índio mais velho" e pai de Atikum, cuja descendência se criou na aldeia Olho d'Água do Padre (antiga Olho d'Água da Gameleira). Há, entretanto, uma outra versão que afirma ter o nome Atikum surgido durante ritual de toré. No que se refere aos registros documentados, a primeira referência ao nome Atikum data da época do reconhecimento oficial desses índios pelo Serviço de Proteção aos Índios (SPI) na segunda metade da década de 40, quando, em comunicação interna do órgão, o chefe da 4ª Inspetoria Regional comenta, referindo-se ao posto indígena da Serra do Umã, que o primeiro nome do posto foi Aticum, devido provavelmente a um grupo com o qual os "Umans" teriam se mesclado e o qual devia se chamar "Aticum" ou "Araticum". Mas, no final do século passado, no Diccionario Chorographico, Historico e Estatistico de Pernambuco, de Sebastião Galvão, "Araticum" constava como um lugarejo do município de Floresta e, em 1968, Cestmir Loukotka, na sua Classification of South American Indian Languages, indicava "Aticum" ou "Araticum" como a língua extinta de uma tribo que então falava apenas português, em Pernambuco, perto de Carnaubeira. Certo é que a grafia correta para o grupo ficou sendo Atikum e que os índios não estabelecem uma auto-referência como índios Atikum-Umã, mas sempre como índios de Atikum-Umã, indicando uma subordinação à descendência de Umã para Atikum, que formou a aldeia (comunidade indígena).
LínguaOs Atikum são falantes apenas do português, não lembrando sequer o léxico de uma língua anterior - a não ser pouquíssimas palavras que dão nome a certos elementos da natureza (por exemplo: sarapó = cobra grande e comestível; toê = fogo). Se há uma única referência com relação a Aticum (ou Araticum), como língua extinta, quanto a Umã, pelo espaço territorial pelo qual se deslocavam no século passado, pode-se insinuar, com apoio na Introdução à Arqueologia Brasileira de Angyone Costa e em Os Cariris do Nordeste de Baptista Siqueira, tratar-se de um grupo pertencente à família Cariri, embora outros autores destaquem uma língua Umã como isolada ou desconhecida.
Localização, demografia, aspectos jurídicos
Na Terra Indígena Atikum há vinte aldeias (ou sítios, como preferem chamar os índios), entre as quais Alto do Umã (sede do posto), Olho d'Água do Padre, Casa de Telha, Jatobá, Samambaia, Sabonete, Lagoa Cercada, Oiticica, Areia dos Pedros, Serra da Lagoinha, Jacaré, Bom Jesus, Baixão, Estreito, Mulungu, Boa Vista e Angico. Conforme o "Memorial descritivo de delimitação (AI Atikum)" da FUNAI, de 1989, contava naquele ano com uma população de 3.582 indivíduos. Segundo cartografia oficial, a área localiza-se na região da serra das Crioulas e Umã, nos limites do atual município de Carnaubeira da Penha, sertão de Pernambuco. Os índios, no entanto, apontam a Serra do Umã como seu território indígena.
Com a emancipação de Carnaubeira, em outubro de 1991, do município de Floresta (onde se localizava a área indígena, distante 54 km da sede desta cidade), foram discriminados dois distritos para o novo município de Carnaubeira da Penha (sede há 13 km do posto indígena): Barra do Silva e Olho d'Água do Padre, este uma importante aldeia Atikum no interior da área indígena, onde, desde a fundação da reserva, funciona uma feira dominical freqüentada também por não índios que lá estabelecem trocas comerciais e outros negócios, bem como promovem atividade política em período eleitoral. Além disso tudo, cabe apontar a presença constante de posseiros e fazendeiros na área Atikum.
Em 17 de agosto de 1993, a área indígena foi delimitada através da Portaria 314, assinada pelo Ministro da Justiça. Em 5 de janeiro de 1996, um decreto presidencial (no Diário Oficial da União de 08.01.96) homologou a demarcação da área, com uma superfície de 16.290 hectares. Esta TI foi registrada no Cartório de Registro de Imóveis no dia 18.01.96 e no Serviço de Patrimônio da União em 27.08.96.
Aspectos ambientais e econômicosNa serra do Umã prevalece um solo de tipo argiloso, em contraposição ao arenoso característico do sertão que a rodeia. A vegetação na serra é predominantemente arbustiva, sendo que em alguns trechos despontam árvores de maior porte. As capoeiras são uma constante na paisagem local.
Quanto à fauna, destacam-se gaviões, corujas, tiús, pebas, tatus, cangambás, cobras, preás, tamanduás, caititus e jacus. Tais animais, com exceção dos dois primeiros, são freqüentemente caçados - com cachorros e espingardas - pelos habitantes da área. O criatório doméstico é de galinhas, bodes, vacas, carneiros e porcos. O uso de cachorros para guarda das casas é generalizado.
Dos frutos silvestres, destacam-se o umbu e o maracujá. As frutas cultivadas são as seguintes, por ordem de quantidade: banana, manga, caju, mamão, pinha, goiaba, jaca, coco, laranja, limão. Há uma boa produção de mel também.
A agricultura, base da economia Atikum, faz com que as roças de mandioca, fava, milho, feijão, arroz, mamona e algodão sejam também uma constante na paisagem da Serra do Umã. Acrescenta-se a isso o plantio de maconha (Cannabis sativa) que, apesar de não fazer parte de uma agricultura Atikum, soma-se ao panorama geral, uma vez que a serra, bem como os municípios de Carnaubeira da Penha e Floresta se inserem no chamado "polígono da maconha", que engloba vários municípios do sertão pernambucano.
No mais, vale mencionar que prevalecem as habitações de taipa e alvenaria, ocorrendo também as de palha.
Os Umãs e o Povoamento da Serra
A partir da passagem do século XVII para o XVIII, essa região geográfica foi palco de muitos conflitos entre índios e brancos que penetravam cada vez mais nas terras dos primeiros, levando adiante a frente de expansão pastoril.
Se não há notícias da existência de um grupo indígena com o nome Atikum antes dos anos 1940, existem diversas referências quanto a um grupo denominado Umã, que foi aldeado, juntamente com os grupos Xocó, Vouve e Pipipan, em 1802 por Frei Vital de Frescarolo, em lugar onde hoje é uma das aldeias da área indígena. Tal aldeamento não durou muito e os citados grupos voltaram a migrar pelos sertões, do Ceará a Sergipe, sempre fugindo dos caminhos do gado. Além dos acima citados, vários foram os grupos que se entrecruzaram - inclusive negros quilombolas - nesses deslocamentos.
Sabe-se dos seguintes registros dos Umãs: por volta de 1696 andavam pelo vale do rio São Francisco; em 1713 estavam na ribeira do Pajeú; em 1746 em Alagoas, entre os rios Ipanema e São Francisco; em 1759 em Sergipe; em 1801 foram aldeados em Olho d'Água da Gameleira (onde hoje é a aldeia Olho d'Água do Padre na Serra do Umã) e de onde se dispersaram em 1819; em 1838 são encontrados nas proximidades de Jardim, no Ceará; em 1844 se encontram novamente próximos ao antigo aldeamento, mais especificamente em Baixa Verde. Ainda é bom lembrar que, quando aldeado, o grupo Umã - que recebia diversas denominações, tais como Huanoi, Huamoi, Huamães, Huamué, Humons, Umã, Umães, Uman, Umãos, Urumã, Woyana - foi obrigado a dividir o aldeamento com os grupos Xocó e os Vouvê, que todos estes três grupos sempre se mantiveram próximos aos Pipipãs e que em 1852 ainda existiam "índios bravios" na Serra do Umã ou nas suas vizinhanças. Em meados do século XIX cessam as informações quanto a esses índios, que em 1943 se apresentam no SPI buscando reconhecimento de suas terras.
Num trabalho sobre o cinqüentenário da cidade de Floresta, Alvaro Ferraz (1957) aponta algumas serras que vinham sendo ocupadas por negros desde o período escravocrata: "Tal fenômeno pode se observar na Serra do Umã e na dos Crioulos. Na do Umã, eles se mesclam com facilidade com o grupo indígena ali existente, o que se poderá verificar à simples análise dos tipos humanos do aldeamento Atikum-Umã do alto da serra". Tal mestiçagem fez com que essa "tribo" ficasse conhecida como "os negros da Serra do Uman". Conclui-se daí que a população que veio habitar definitivamente a Serra do Umã se constitui a partir de grupos (de índios, negros e brancos) de tradições e culturas diversas.
Formação da Comunidade Indígena de Atikum-Umã
No início dos anos 1940, os membros da comunidade camponesa que habitavam a Serra se auto-identificavam como os caboclos da Serra do Umã. Nessa época andavam insatisfeitos com a cobrança pela prefeitura de Floresta de impostos sobre o uso do solo ali cultivado e com o fato de os fazendeiros vizinhos virem colocando o gado para pastar sobre suas roças.
Informados por índios Tuxá (do município de Rodelas, na Bahia) de que havia um órgão do governo que estava reconhecendo territórios indígenas no Nordeste, alguns caboclos procuram, em Recife, o Serviço de Proteção aos Índios (SPI), afirmando-se caboclos descendentes de índios e reivindicando a criação de uma reserva indígena. Como condição para tal reconhecimento, o SPI impôs a demonstração de um ritual de Toré, tradição que, aos olhos do inspetor do citado órgão no Nordeste, atestaria a "consciência étnica" dos caboclos.
Despreparados para uma exibição dessa tradição ritual, os caboclos procuram os Tuxá, que enviam oito índios à Serra para "ensinar-lhes” o toré. Entre 1943 e 1945, deixam tudo pronto quanto ao serviço do índio e é nesta ocasião que se desloca para a Serra um fiscal do SPI, que assiste a um ritual de toré, atestando, conseqüentemente, a presença indígena ali. Em 1949 é fundado o posto indígena e os caboclos se elevam à categoria de índios oficialmente reconhecidos pelo Estado Nacional - e até os dias atuais o toré vem sendo usado como sinal diacrítico na manutenção da etnicidade Atikum, o que pragmaticamente lhes dá direito de acesso seguro à terra.
O Regime de Índio Atikum
Ao "aprenderem" o toré, os Atikum foram se especializando cada vez mais em tal prática ritual. Constituíram um corpo de saber denominado por eles de "ciência do índio", revestida por uma áurea de mistério, e que marcaria sua especificidade como grupo étnico. Esse corpo de saber é dinâmico e seus ingredientes, mutáveis, pois novos elementos surgem durante os rituais e são incorporados pelos seus praticantes. Mas se esse corpo de saber é fluido, deve existir algo para garantir o desempenho ritual que marca a sua indianidade, ou seja, que confirme periodicamente a sua condição de índios face às expectativas do Estado. É preciso, portanto, ter um "regime de índio". É preciso que os membros do grupo sejam "regimados no toré", independentemente de serem detentores de saberes mais profundos, para que o grupo se mostre, de forma essencialmente política, como a "comunidade indígena de Atikum-Umã". (cf: Grünewald, 1993).
Isso leva à questão de quem realmente são considerados índios de Atikum-Umã pelos próprios Atikum. Consideram-se índios aqueles que participam da tradição do toré, sendo, preferencialmente "regimados" na mesma, detendo a "ciência do índio", aqui entendida como um corpo de saberes dinâmicos sobre o qual se fundamenta o "segredo da tribo" (cf: Grünewald, 1993). Em toda essa tradição ritual, destaca-se também como elemento fundamental a jurema (Mimosa hostilis Benth) - planta sagrada que, de domínio exclusivamente indígena, promove também uma separação entre índios e brancos, embora seu uso seja comum também a outros complexos rituais do sertão nordestino, como o catimbó, por exemplo. Os Atikum utilizam a casca da raiz da jurema macerada e misturada com água como bebida sagrada ("anjucá") que representa o sangue de Jesus e é consumida principalmente durante seus rituais (torés públicos ou privados, estes divididos em trabalhos de gentio, terreiro e ouricuri), quando os índios entram em contato - em larga medida pela via da possessão - com os "encantos de luz".
Organização Social e Política
O sistema de compadrio que opera na Serra do Umã, sobrepondo-se ao parentesco, parece prover, mais que os elos étnicos, o principal elemento de união entre os habitantes da Serra, embora muitas vezes ele ultrapasse os limites da fronteira étnica.
A organização política Atikum divide-se, por imposição do órgão tutor (primeiro SPI e depois FUNAI), em cacique (papel de representante da comunidade frente à sociedade nacional, além de aconselhamento interno), pajé (para cuidar da saúde dos índios) e representantes das aldeias que formam a liderança tribal. Todas essas funções deveriam ser preenchidas através de eleições, mas faccionalismos têm promovido a permanência nas lideranças dos que detêm poder coercitivo, em especial os produtores de maconha.
Nota sobre as fontesOs textos que tratam especificamente desta etnia são a dissertação de mestrado de Rodrigo de Azeredo Grünewald, "Regime de Índio" e faccionalismo, defendida no Museu Nacional em 1993 e, ainda, do mesmo autor, o artigo "A tradição como pedra de toque da etnicidade" publicado no Anuário Antropológico/96, os dois capítulos, "Apresentando: Índios e Negros na Serra do Umã" e "Etnogênese e 'Regime de Índio' na Serra do Umã" em livros a sairem em breve, o artigo "A Jurema no 'Regime de Índio': O caso Atikum" que aguarda publicação na Fundação Joaquim Nabuco e a comunicação "A Jurema e o 'Regime de Índio' Atikum", apresentada no I Encontro de Estudos sobre Rituais Religiosos e Sociais e o Uso de Plantas Psicoativas, no âmbito do Seminário internacional "O Uso e o Abuso de Drogas", realizado na Universidade Federal da Bahia. Informações preliminares de quarenta anos atrás podem ser encontradas no levantamento de Hohenthal Jr. "As tribos indígenas do médio e baixo São Francisco".


Fontes de Informação:
Rodrigo de Azeredo Grünewald
Universidade Federal da Paraíba
pixel

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Uns são filhos, outros enteados

As uniões com filhos de outros casamentos eram, até há pouco tempo, raras. O divórcio era um tema quase tabu e, na maioria dos casos, só uma viuvez permitia reconstruir a vida com alguém. Hoje, o cenário é outro. Quando um casamento não dá certo, como se costuma dizer, "parte-se para outra". E, assim, os filhos do primeiro casamento (a existirem) repartem as suas vidas com o novo casal, do qual, muitas vezes, nascem mais descendentes. São as chamadas "famílias recompostas" ou "reconstituídas", que aumentaram significativamente nos últimos anos. Para simplificar, neste artigo, designamo-las por "famílias mistas". Se um dos cônjuges de uma família dita tradicional (apenas com filhos comuns) morre, a distribuição da herança é simples: cônjuge e filhos herdam em partes iguais, sendo que o primeiro nunca poderá receber menos de 25% (ver primeiro esquema). Já numa família cujos filhos têm diferentes progenitores, podem surgir surpresas.
Testamento garante igualdadeQuando não existe testamento, a lei define que a herança é distribuída pelos herdeiros legítimos. São eles, por ordem de prioridade: cônjuge e descendentes (filhos, netos, bisnetos, etc.); cônjuge e ascendentes (pais ou avós); irmãos e seus descendentes (sobrinhos, sobrinhos-netos, etc.); outros parentes (tios, tios-avós e primos direitos); e o Estado.

Os parentes mais chegados impedem que os mais afastados herdem. Por exemplo, se houver filhos, os pais do falecido não são contemplados. Se os primeiros não quiserem ou não puderem aceitar a herança, serão chamados os herdeiros seguintes e assim sucessivamente.

O cônjuge, os ascendentes e descendentes são chamados herdeiros legitimários porque têm prioridade em relação a qualquer outro potencial herdeiro. A parte que lhes cabe é definida por lei e não pode ser reduzida. Trata-se da "quota indisponível" da herança, que não pode ser atribuída a outra pessoa ou entidade. Nem mesmo a um enteado que seja tido como filho próprio (se não tiver sido adoptado plenamente).

O testamento é a única forma de contornar este "desvio" entre o que a lei estipula e a vontade de quem quer dispor do seu património por morte. Neste, pode atribuir livremente a "quota disponível" da herança. No caso de sobreviverem o cônjuge e um ou mais filhos, a quota indisponível é de dois terços e a disponível, de um terço. Se o cônjuge já tiver falecido e existir apenas um filho, a parte disponível é de 50 por cento.


Deserdar só em alguns casosOs herdeiros legitimários só deixam de receber bens se forem deserdados. É o que acontece caso sejam condenados por crime contra a pessoa, os bens ou a honra do proprietário da herança, do seu cônjuge, descendentes, ascendentes, adotantes ou adotados, desde que ao crime corresponda pena de prisão superior a 6 meses. O mesmo sucede se forem condenados por denúncia caluniosa ou falso testemunho contra as pessoas referidas, ou se recusarem alimentos ao autor da herança ou ao seu cônjuge, sem justa causa. A vontade de deserdar terá de ser declarada expressamente em testamento, com indicação do motivo.

Para evitar conflitos entre familiares e assegurar que alguém querido (que não seja herdeiro legitimário) recebe uma parte dos seus bens, o ideal é distribuí-los por testamento. Os testamentos podem ser públicos ou cerrados. Os primeiros são redigidos por um notário, segundo as instruções do interessado. Os segundos são escritos pelo próprio e ficam em poder do autor ou são depositados num cartório notarial. Para casos mais complexos, é preferível consultar um advogado.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Admirável Chip Novo

Pane no sistema alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste, viva

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga

Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim senhor

Pane no sistema alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado

Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more,gaste, viva

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga

Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim senhor

Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema

Link: http://www.vagalume.com.br/pitty/admiravel-chip-novo.html#ixzz37keZWJcl

sábado, 7 de junho de 2014

A Copa do Mundo e sua breve histórico


A Copa do Mundo FIFA, também conhecida como Campeonato do Mundo de Futebol ou ainda Campeonato Mundial FIFA, é uma competição internacional de futebol que ocorre a cada quatro anos. Essa competição, criada em 1928 na França, sob a liderança do presidente Jules Rimet, está aberta a todas as federações reconhecidas pela FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado, em francês: federação internacional de Football Association). A primeira edição ocorreu em 1930 no Uruguai, cuja seleção que abrigou o evento saiu vencedora. E o nome da taça faz referência a Jules Rimet.
Com exceção da Copa do Mundo de 1930, o torneio sempre foi realizado em duas fases. Organizada pelas confederações continentais, as eliminatórias da Copa permitem que as melhores seleções de cada continente participem da competição, que ocorre em um ou mais países-sede. O formato atual do Mundial é com trinta e duas equipes nacionais por um período de cerca de um mês.
Oito países são os vencedores do certame. Brasil, a única seleção a ter jogado todas as competições, mantém o recorde de vitórias com cinco edições de sucesso. É também o único proprietário permanente da Taça Jules Rimet, (posta em jogo em 1930) e ganha em definitivo pelo pais que vencesse pela terceira vez o campeonato, o que se deu na competição em 1970, com Pelé, o único jogador tricampeão mundial da história. A seleção brasileira é seguida pela Itália, com quatro troféus, um a mais que a Alemanha. A equipe que venceu a primeira edição, o Uruguai, conquistou duas vezes, como a Argentina, outro país sul-americano. Finalmente,França, Inglaterra e a atual campeã Espanha, ganharam uma Copa do Mundo cada. O Brasil e a Espanha são os únicos países que ganharam fora de seus continentes (Brasil em 1958 e 2002 e a Espanha em 2010).
As seleções com mais jogos em Copas do Mundo são: Alemanha com 99 partidas; Brasil com 97 partidas; Itália com 80 partidas; Argentina com 70 partidas; Inglaterra com 59 partidas.
O país anfitrião do Mundial é designado pela FIFA. A última edição da Copa foi realizada na África do Sul, em 2010. O Brasil foi eleito para sediar esta edição em 2014.
A Copa do Mundo é o segundo evento esportivo mais assistido no mundo, atrás apenas dos Jogos Olímpicos. Economicamente, a competição tem efeitos positivos sobre o crescimento de certos setores e para o desenvolvimento do país-sede. Instalações desportivas, incluindo os estádios, são construídos ou reformados para a ocasião. Estradas,aeroportos, hotéis e infraestrutura de um modo geral, também são melhorados para receber a competição. Entretanto, um país menos desenvolvido, de "Terceiro Mundo", pode sofrer mais que o esperado para organizar um Mundial.
A Copa do Mundo tem aspectos políticos. Enquanto pode transmitir os valores da paz e universalismo, a competição pode, ser também, a ocasião de brigas generalizadas e violência em torno das partidas, ou até mesmo desencadear uma guerra entre países. Há várias adversidades para se organizar um Mundial.


O evento global também está presente na cultura popular, em vários filmes e documentários, e é uma oportunidade para criar canções ou hinos. Jogos eletrônicos e álbuns de figurinhas dos futebolistas, por exemplo, são colocados à venda antes da Copa do Mundo e geram uma excelente oportunidade econômica.
O mascote "Fuleco" ou tatu-bola é o mascote da Copa do Mundo FIFA de 2014, a ser realizada no Brasil.1 Ele é da família das
bolas, conhecida como tatu-bola-da-caatinga, que encontra-se em estado de espécie ameaçada de extinção.2 3
Mascote Copa.png

A origem etimológica do nome "Fuleco" é a união das palavras "futebol" e "ecologia".
Foi escolhido em cima das opções Amijubi (amizade e júbilo) e Zuzeco (azul e ecologia), em uma votação de quase 1,7 milhão de fãs do esporte.4 A sua data de nascimento foi escolhida para coincidir com o Ano-Novo.5
O diretor de marketing da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Thierry Weil, comentou sobre Fuleco: "Não apenas ele é conhecido e reconhecido pela grande maioria dos brasileiros, mas também parece ter construído um relacionamento com os fãs de futebol e tornou-se uma figura popular, ganhando assim um apelido carinhoso de 'tatu-bola'. Ele está rapidamente se tornando o mais bem sucedido mascote da Copa do Mundo FIFA de todos os tempos".