quarta-feira, 20 de maio de 2009

Novo vestibular já recebeu a adesão de 25 universidades federais

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da Agência Brasil
Pelo menos 25 das 55 universidades federais vão aderir ao novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em substituição total ou parcial aos seus vestibulares tradicionais.
O prazo inicial definido pela Secretaria de Ensino Superior para que as instituições definissem suas adesões terminou sexta-feira (8). Mas o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que as discussões devem se estender até o fim de maio.
Durante o mês de abril, o ministro da Educação participou de diversas reuniões com os reitores das instituições e com o comitê de governança responsável pela criação do novo modelo.
A proposta apresentada pelo MEC no fim de março era de que o Enem substituísse os vestibulares em todas as universidades federais. Como as instituições têm autonomia para organizar seus processo seletivos, o projeto foi levado à comunidade acadêmica e aos conselhos. Muitas universidades continuam debatendo a proposta e ainda não têm um posicionamento.
Numa reunião com os governadores do Nordeste, Haddad disse que o número de universidades que já aderiram ao novo vestibular superou a previsão inicial do MEC. O ministério apresentou quatro opções de adesão às instituições. Elas poderão utilizar o Enem como prova única; como uma primeira fase, ficando a segunda à cargo da instituição; combinando a nota do Enem à do vestibular tradicional ou para seleção de estudantes para vagas remanescentes.
As provas do novo Enem estão marcadas para 3 e 4 de outubro. Os estudantes que quiserem se candidatar às vagas de uma das instituições participantes devem necessariamente participar do exame. Os prazos de inscrição ainda não foram divulgados pelo MEC.
Confira a lista das universidades que já confirmaram a adesão:
1. Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (FCSPA)
2. Universidade Federal do Pampa (Unipampa)
3. Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
4. Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
5. Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
6. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
7. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)
8. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
9. Universidade Federal Fluminense (UFF)
10.Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
11. Universidade Federal do ABC (UFABC)
12. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
13. Universidade Federal de Alfenas (Unifal)
14. Universidade Federal de Itajubá(Unifei)
15. Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
16. Universidade Federal de Lavras (UFLA)
17. Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ)
18. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
19. Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
20. Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)
21. Universidade Federal do Piauí (UFPI)
22. Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)
23. Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
24. Universidade Federal da Bahia (UFBA)
25. Universidade Federal do Amazonas(UFAM)
crise nos interpela a avaliar as raízes estruturais da sociedade que criamos na modernidade precisamente a partir de uma consideração de sua configuração atual apresentada como a realização plena de suas potencialidades: a sociedade mundializada. Este processo de mundialização se fez em função da efetivação eficiente do objetivo central deste modelo social que é a busca de lucros, de oportunidades de acumulação de capital como fim absolutizado, do controle dos mercados e de áreas de influência. Isto conduz tanto a uma competitividade exacerbada e destruidora da natureza como ao aprofundamento das desigualdades entre países ricos e pobres e entre os setores ricos e pobres no interior dos países. Um problema grave neste contexto é a inadequação das instituições vigentes nos três grandes níveis _ nacional, regional e mundial_ para controlar os agentes globais e garantir a democratização dos produtos do grande salto tecnológico e dos processos de expansão mundial do modelo. Trata-se aqui de um modelo de crescimento humano centrado na visão do homem como um indivíduo fechado em si mesmo e em suas aspirações, no mercado como instância básica de coordenação da vida social e no lucro como fins últimos da vida societária. Ele conduz a um progresso material gigantesco ligado a uma também gigantesca degradação da dignidade do ser pessoal uma vez que mercantiliza o ser humano em suas diferentes dimensões e o convence a se submeter a este processo como a algo natural. Nesta concepção, eticamente inaceitável é tudo o que se contrapõe à acumulação e à expansão do capital, uma visão hegemônica em nossos contextos culturais. Em última instância, esta concepção articula o sentido da vida humana: produzir e consumir ilimitadamente todo tipo de bem material, portanto, acumulação de bens materiais e maximização do consumo, o que significa uma redução da vida humana à sua dimensão material que em última análise significa o não reconhecimento efetivo da dignidade humana. Desta forma, um materialismo radical rege as relações entre pessoas e povos. Quem não tem capital e poder de compra não é reconhecido. É a lógica da exclusão: aqui a pessoa humana não constitui peso decisivo no cálculo do sistema que é voltado a uma acumulação cada vez mais eficiente do capital. Este processo termina por reduzir o ser humano a um instrumento da acumulação propiciada por seu trabalho convertido em mercadoria. Hoje em muitos casos ele não chega nem a isto porque se transforma em mão-de-obra excedente. Esta forma de organizar a vida coletiva se contrapõe à igualdade fundamental de todos os seres humanos e isto estruturalmente porque aqui uns são donos e gestores do capital em todas as suas formas enquanto outros na melhor das hipóteses são donos de sua capacidade de trabalhar. Neste sentido se deve dizer que esta estruturação social se radica na exploração porque apenas uma minoria se apropria dos benefícios do que a maioria produz. Assim, ela ignora no curso de sua efetivação as oportunidades desiguais dos cidadãos, submete-os a uma competição cruel e produz um ser humano voltado para si mesmo e para suas aspirações. Este tipo de personalidade identifica o sentido da vida pessoal com poder aquisitivo e consumo. Assim se alimenta uma situação de injustiça que provoca a violência e se defende um modelo industrial de crescimento que não contabiliza os inúmeros custos externos da produção e menos ainda as consequências em custos sociais e ecológicos. Tudo significa dizer que este modelo socioeconômico se radica em valores e gera atitudes que destroem a dignidade do ser humano e tenta sufocar os movimentos de solidariedade que trazem à opinião pública o debate sobre um modelo alternativo. Uma vida ética aqui implica confrontação radical com um sistema incompatível com a dignidade de que é portador o ser humano.

Manfredo Araújo de Oliveira - Filósofo

sábado, 16 de maio de 2009

Dadiva de Deus

Assumir tomando posse no dia 30 de abril de 2009 referente a uma luta ardua perdurando na justica deve-se render gracas a Deus pela esplendida vitoria.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Eleição do Poste.

Roberto Malvezzi (Gogó)

"Se eu quiser, meu filho, elejo até um poste". O criador da célebre frase foi Antônio Carlos Magalhães no auge de seu poder, ainda na década de 80. Seu candidato a governador da Bahia, Clériston de Andrade, morrera num acidente de avião 40 dias antes das eleições estaduais de 82. Questionado, sem saber exatamente quem indicar, o velho coronel se saiu com essa. E o poste – absolutamente desconhecido dos baianos à época - acabou sendo João Durval Carneiro, pai do atual prefeito de Salvador.
Mas ACM sabia o que dizia. Trazia os prefeitos amarrados aos seus pés como se amarra bode no poste. Sempre cheio de dossiês contra as falcatruas dos prefeitos, controlando a vida pessoal de cada um, controlando a prestação de contas no Tribunal de Contas da Bahia, ninguém escapava ileso. Um velho prefeito de Campo Alegre de Lurdes, norte da Bahia, ficou famoso na cidade por levar, literalmente, um chute no traseiro no gabinete de ACM.
O reinado de ACM acabou. Continuam seus herdeiros, não o ACM Neto, mas o Geddel Vieira Lima, prata da casa, que aprendeu com ACM como se faz política com o dinheiro público. Dessa forma, pegou o dinheiro da revitalização do São Francisco e do Ministério da Integração e fez sua base na Bahia, deixando os petista daqui com cara de brasileiro depois da última copa do mundo.
Mas, não foi só aqui. Todos os presidenciáveis petistas perderam: Marta em São Paulo, Wagner na Bahia, Dilma e Tasso no Rio Grande do Sul. Não há outro ACM e não existem mais postes.
O que pode trazer essa eleição municipal para os rumos do país em 2010? Nada. O que existe no cenário político brasileiro é a mesmice. A velha diferença das "colas", como dizia Lula quando ainda tinha humor político. Nós que precisamos dar um salto de qualidade na política, vemos nossas esquerdas perdidas nos velhos esquemas, sem capacidade de reinvenção, sem compreender a crise civilizatória e propor realmente uma estratégia de futuro para o país. Vamos acabar com nossas florestas, rios, minérios, numa economia primitiva e predadora. Vamos em linha reta como um carro no rumo do abismo. Nesse ponto, nem a grande mídia colabora para uma reflexão mais crítica, perdida nas pontualidades da crise financeira atual.
Talvez aquele "menino" que ganhou a eleição em Bauru – parece que a única novidade no Brasil – simbolize um pouco de oxigênio e de clorofila para a vetusta política que paira no Brasil das eleições. Senão, nosso futuro político será o mesmo das nossas florestas. -- Ana RitaSecretaria Operativa da Vía Campesina - Brasil(61)3322-5424/8176-8823"O sonho pelo qual brigo exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar" - Paulo Freire

domingo, 29 de março de 2009

Amar

Queria eu amar;
Amar incondicionalmente;
Amar esquecendo as rudezas de minha alma;
Esquecer o quão é improfícuo ter
meu próximo por objeto odioso;
Amar com a alma sem atentar
o corpo ou sua volúpia...

Ter a benquerencia por preceito de vida
princípuo, que fosse aqui ou algures, quiça.

Apenas almejei amar;
Amar como o amante ama o amor;
Como o sonhador ama as estrelas;
Como o calor lúbrico chama a paixão;
Como a alma deseja voar livremente ao céu...

Amar para saciar o infinito,
contido em mim, finito.

Simplismente amar para entender o que une
o universo em uma melodiosa e sonora vibração,
tão divina em sua sutileza, que até o
coração mais rubro faria- se em
eternas e lindas lágrimas imaculadas de
um anjo...

Autoria : Hildo Junior

terça-feira, 17 de março de 2009

VITORIOSA LUTA PROCESSUAL

Neste dia 17 de março de 2009 pode-se considerá como o dia do êxito,pois entre todos os companheiros que ingressaram ação contra o município( Mandado de segurança nº 691.694-8/2005 ) mediante uma audiência celebrou um acordo com intenções de convocar e nomear na presença do MM juiz Dr José Goes Silva Filho- 1ª vara da fazenda pública em Juazeiro Bahia, tendo um prazo máximo de trinta dias a contar dos feitos.Conclui-se que a melhor justiça é a divina que inspira os homens nos seus atos benignos,mas entende-se que o direito não socorre aos que dormem.Portanto não deve-se ficar deitado eternamente em berço esplêndido e lutar sempre e sempre.( autoria Antonio dos Santos Sobrinho)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Carnavila de Fantasias

Participe do Carnavila de Fantasias

Faça e vista sua fantasia, participe do concurso mais animado do carnaval, dia 22/02/2009 das 14h as 18h, na rua 1, na praça Raimundo Medrado.

informações: amvj.org@hotmail.com

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Os momentos de Bertolt Brecht no Brasil

Eduardo Luiz Viveiros de Freitas** 17/08/2004
Bertolt Brecht (1898-1956), poeta e dramaturgo alemão, teve suas obras traduzidas e peças teatrais montadas no Brasil, ao longo do século XX, e está em cartaz neste novo século. A presente comunicação abordará alguns desses momentos, e procurará pontuar aspectos estéticos e políticos da trajetória de Brecht entre nós.Sobre a vida e obra de Bertolt Brecht, escrevi em outro trabalho, apresentado no Seminário "Arte e Política", em 1998, promovido pelo NEAMP (Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política) . Aqui, serão abordados alguns momentos da recepção de suas idéias, a montagem de suas peças teatrais, e a influência do autor sobre o teatro brasileiro, especificamente o teatro feito em São Paulo. Serão pontuadas algumas observações sobre o momento estético e político em que isso acontece.Um desses momentos é a montagem da peça O Rei da Vela, pelo Teatro Oficina, em 1967. Escrita em 1933 e publicada em 1937, a peça de Oswald de Andrade representou o exemplo inaugural de um teatro concebido segundo os princípios do modernismo, para o crítico Sábato Magaldi. A análise cor de rosa da realidade brasileira é substituída por uma visão desmistificadora do Brasil. A peça demole todos os valores sobre os quais se erigiu a "nacionalidade" brasileira, é inovadora do ponto de vista cênico, renega a tradição teatral da época, utilizando-se da paródia, da caricatura feroz, introduzindo a estética da descompostura. "A burguesia só produziu um teatro de classe. A apresentação de classe. Hoje evoluímos. Chegamos à espinafração", definia o programa a ser desenvolvido pelo espetáculo. No ano de 1967, a montagem do Oficina tirou a máscara do Brasil.Mesmo admitindo que dificilmente Oswald de Andrade conhecesse Brecht, cuja Ópera dos Três Vinténs havia sido apresentada em Paris, após a temporada alemã de 1928, é possível especular sobre a utilização pelo autor, ao escrever a peça, mais de uma vez, do efeito de estranhamento (ou distanciamento) criado pelo dramaturgo alemão. A peça talvez não tenha sido escrita sob a influência de Brecht, mas a montagem do Oficina de José Celso Martinez Corrêa, tendo Renato Borghi no papel principal, carnavalizava o Brasil colonizado, e apresentava as estratégias de sempre de que se valem, na visão de Oswald, as classes privilegiadas para preservar seus interesses. O golpe militar de 1964 havia feito o país regredir a um melancólico obscurantismo, a vida havia como que se paralisado, e uma das frentes de resistência (em alguns momentos, a única) estava na luta cultural, no embate estético. As idéias de Brecht já eram mais ou menos conhecidas no Brasil, desde sua morte em 1956. Sobre o autor, o crítico Sábato Magaldi escrevera um artigo para o Suplemento Cultural do Estadão nesse mesmo ano. Uma montagem de A Alma Boa de Setsuan foi realizada em 1958, pela Companhia Maria Della Costa-Sandro Polloni, em São Paulo. Não apenas a capital paulista, mas Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre, principalmente, viram montagens de Brecht nesses mais de 40 anos em que o autor é conhecido no Brasil.A influência das idéias e da estética do dramaturgo alemão é patente em autores, diretores e demais artistas de teatro, em instituições e entidades culturais e políticas como Oduvaldo Vianna Filho, o "Vianinha", e nos CPCs da UNE (Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes). De Augusto Boal, criador do Sistema Curinga, inspirado no distanciamento brechtiano, os textos e montagens como Revolução na América do Sul, Arena Conta Zumbi e Arena Conta Tiradentes, e todo o desenvolvimento posterior de sua teoria teatral (Teatro do Oprimido, Teatro-Fórum, Teatro Invisível e Teatro Legislativo), são realizações que devem muito ao Pequeno Organon (1948) e ao Teatro de Brecht.Também nesse quadro insere-se o Teatro Oficina de José Celso Martinez Corrêa, na já citada montagem do Rei da Vela, e nas elogiadas Galilei Galileu e Na Selva das Cidades, do próprio Brecht, e mesmo no polêmico Roda Viva, de Chico Buarque, dirigido por José Celso. Ainda Gianfrancesco Guarnieri (que apesar de usar "black tie" na forma dramática, não deixou de fazer um macacão épico, contrariando Iná Camargo da Costa), Francisco de Assis, Aderbal Freire Filho, O Grupo Opinião e seus shows (no Rio de Janeiro), Fauzi Arap, Dias Gomes, e, por que não?, Millôr Fernandes, no momento em que concebeu o espetáculo "Liberdade, Liberdade", junto com Flávio Rangel. "Liberdade, Liberdade", um roteiro recheado de textos de vários autores e personalidades da história humana (Brecht ao lado de Churchill, Shakespeare, Manuel Bandeira, Sócrates, entre outros), foi transformado em espetáculo em 1965/1966, no Rio de Janeiro e em São Paulo e assim foi recebido pelo crítico Athos Abramo:"A atenção do público é mantida sempre agudamente alerta pela inteligente, sóbria e eficaz intercalação entre roteiro e textos escolhidos (....) o espetáculo 'voa', por assim dizer, num dramático jogo, intenso e penetrante, entre o quase sempre épico dos textos e o quase sempre satírico do roteiro, num diálogo de natureza coral entre sentimento e razão, no qual tomam forma e expansão tanto a consciência da nossa condição coletiva como a da nossa condição individual e íntima." Paulo Autran e Oduvaldo Vianna Filho, ao lado de Teresa Rachel, garantiram a qualidade do espetáculo. Não deixa de ser interessante, porém, a observação do mesmo crítico sobre o trabalho da atriz: "Também o trabalho de Teresa Rachel merece destaque. Na cena de Brecht ela atinge uma comovente intensidade". A "tropicalização" de Brecht fez com que fossem encontrados argumentos para contestar os que consideram que a pesquisa formal de Brecht, na busca de uma ciência em cena, ciência do homem , reduzia tudo à categoria do objeto (racional, frio), sem deixar espaço para a subjetividade, a emoção.Para ficarmos no momento político-estético mais sensível da recepção de Brecht no Brasil, as experiências e artistas acima mencionados um pouco caoticamente, que aconteceram/ atuaram, principalmente, dos anos 50 a fins dos anos 60, podem ter deixado de lado o apuro na aplicação dos postulados teóricos e técnicos criados por Brecht. Mas convém não esquecer que, no enfrentamento político-cultural dos primeiros tempos da ditadura, importava mais o "que" se fazia do que "como" se fazia. O "como" foi feito, o julgamento severo de autoras como Iná Camargo da Costa, no seu "A Hora do Teatro Épíco no Brasil", pode ser "comodamente" feito com a devida distância no tempo (1996). Resta saber se, mesmo assim, faz-se justiça estética a criadores que atuaram em condições tão adversas. De resto, a resposta do "imortal" Sábato Magaldi às críticas da autora em artigo do mesmo ano (Polêmica do Teatro Épico - 1996), republicado no seu "Depois do Espetáculo" (2003), faz um contraponto que merece ser lido.Do ponto de vista da crítica e do movimento editorial, Brecht foi e vai bem, obrigado, no Brasil. A partir de críticos, pesquisadores e ensaístas como Anatol Rosenfeld, o citado Sábato Magaldi, Ingrid Koudela, Gerd Bornheim, Jaco Guinsburg, Antonio Pasta Jr, Fernando Peixoto (tradutor, também, do Teatro Completo de Brech -12 vols.- , e mais recentemente, Sérgio de Carvalho, Márcio Marciano; de tradutores como Manuel Bandeira (O Círculo de Giz Caucasiano), Christine Röhrig (O declínio do egoísta Johann Fatzer), Paulo Cesar Souza e Geir Campos (Poemas e Canções) e Maria Silvia Betti (O Método Brecht, de Frederic Jameson), pudemos ter acesso a muitas obras do autor e sobre sua vida e postulados teóricos.Num breve percurso pelos anos 70 e 80, vimos o arrefecimento da censura (sem esquecer Plínio Marcos, ao lado de Nelson Rodrigues, um dos autores mais censurados do Brasil), com o fim do AI-5, e o surgimento de um novo tipo de teatro, agora não mais baseado na força da dramaturgia, que entrou em fase de declínio no Brasil nos anos 80, quando o texto deixa de ser uma das fontes principais para o espetáculo teatral. Na chamada década perdida (pelos economistas...), o teatro dos anos 80 viu minguar a criatividade e frustrar-se a expectativa de que, com a redemocratização, o universo dramatúrgico represado pelos anos de censura iria fazer despontar os melhores textos teatrais. As metáforas dos anos 60 e o experimentalismo (a "criação coletiva") dos anos 70 revelaram-se obsoletos para uma era de individualismo exacerbado, predomínio da imagem e busca do efeito estético que impressionava, como os anos 80. Em parte o vácuo foi preenchido pelo besteirol (Mauro Rási), mas a hegemonia foi quase total dos encenadores-criadores, como Antunes Filho, Gerald Thomas, Ulisses Cruz, William Pereira, Moacir Góes, e outros, mais ou menos presentes na cena teatral ao longo da década, que teve também a presença de Eduardo Tolentino e o conjunto preciso de seu Grupo TAPA. Espetáculos belíssimos foram criados, mas sem a força instigante do teatro épico. Temos, isoladamente, uma bela experiência que se perdeu com a morte de Luiz Roberto Galízia, e a mudança de foco para Molière, por seu animador, Cacá Rosset, que foi a do Grupo Ornitorrinco, que montou Mahagonny e produziu a colagem Ornitorrinco Canta Brecht e Weill, de onde derivou a produção do espetáculo solo Cida Moreyra Canta Brecht.Dos anos 90 para cá, o momento de ressurgimento de Brecht como força propulsora estética e politicamente, para o teatro brasileiro, coincide com a retomada do trabalho em grupo, com as propostas, em São Paulo (frize-se), da Companhia do Latão, Folias D´Arte, Parlapatões, Teatro Ágora, Teatro da Vertigem, Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes e outros grupos. Animado por jornalistas, críticos e militantes teatrais, o Movimento Arte Contra a Barbárie produziu um projeto de lei, encampado por um vereador do PT, Vicente Cândido, aprovado e sancionado pela prefeita da capital, Marta Suplicy, que deu origem à Lei de Fomento ao Teatro, provedora de espaços (teatros da prefeitura) e recursos (dotações anuais parceladas mês a mês) que permitem o necessário fôlego para o desenvolvimento de trabalhos a médio e longo prazo. Brecht continua sendo a referência para os artistas desses grupos, não apenas como autor mais próximo ideologicamente de sua formação política, e da relação pragmática que se estabeleceu entre esses grupos e o poder público na atual gestão petista da cultura em São Paulo, mas principalmente pelo desafio que representa aos criadores. Aí estão dramaturgos, dramaturgistas, em colaboração direta com atores, diretores, cenógrafos, no chamado processo colaborativo, ou na criação de uma dramaturgia em processo, à procura de caminhos para o teatro no Brasil. É obrigatória a referência a Antônio Araújo e os atores do Teatro da Vertigem (atualmente em viagem de pesquisa pelo interior do Brasil no Projeto BR3); ao manancial criativo de Luis Alberto de Abreu - e seu Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Teatro de Santo André e a Fraternal Cia de Artes e Malas-Artes; à pesquisa fundamentada em sólido trabalho teórico e prático de Sérgio de Carvalho, Marcio Marciano e a Companhia do Latão; a Reinaldo Maia, Marco Antonio Rodrigues e atores do Galpão Folias D´Arte; nos seminários e publicações que esses grupos, como o Teatro Ágora, têm produzido. Neste milênio que se inicia, as condições políticas e estéticas nunca foram tão boas para se compreender as idéias e o teatro de Brecht. Existem outras referências do universo teatral, como Artaud, Boal, Eugênio Barba, Grotowski, Peter Brook. Há uma busca incessante no teatro, talvez mais do que na sociedade, por um sentido para o Homem. E isso não se traduz só em imagens, mas em palavras, em ações, em novos personagens e propostas cênicas. Finalizo este texto ao comentar a montagem da UNICAMP de Terror e Miséria do Terceiro Reich, que esteve em cartaz até 11/08/04 na "Casa das Caldeiras", na avenida Francisco Matarazzo, aqui em São Paulo. O diretor, Marcelo Lazzaratto, fez uma excelente leitura de 16 dos 24 quadros da peça, escrita por Brecht no exílio, entre 1935 e 1938. O uso do espaço de uma antiga fábrica dos Matarazzo, com ambientação de cenas em diversos locais que lembram os porões do nazismo, e a generosidade do elenco de jovens estudantes de teatro da UNICAMP, traziam aos espectadores imagens e momentos que já foram mostrados de diversas maneiras pela mídia, pelo cinema, por fotografias e pela crueza de documentários sobre o holocausto. No entanto, nos quase 200 minutos de espetáculo, quando nos locomovemos por aquele espaço, vimos - porque isso nos foi mostrado pelos atores, didaticamente - quanto o medo pode destruir vidas, valores, conceitos, projetos, indivíduos e nações. Não estávamos lá para sentir, não precisávamos nos identificar com o sofrimento humano ali mostrado. Como não precisamos nos identificar, talvez possamos refletir sobre o que vimos e ouvimos. Duas conclusões: tanto abjeta pode ser a piedade, como quanto cínica é a compaixão. E o mais covarde é o que apenas se "solidariza" com o sofrimento alheio.Hannah Arendt mostra, num ensaio sobre Brecht, publicado no livro "Homens em tempos sombrios", o percurso atormentado do jovem hedonista para o homem em dúvida sobre suas escolhas, ao final da vida, e a submissão do poeta ao stalinismo, em sua volta "ao lar", quando ganhou de presente um teatro do Estado, o Berliner Ensemble. Ora, o "pobre B.B.", que nunca "desperdiçou nenhuma partícula de piedade consigo mesmo", não queria ensinar ou ser modelo para ninguém, apenas quis ser o que mais desejou ser na vida: poeta. E olhem que isso não é fácil, em qualquer tempo ou lugar...* Comunicação apresentada em 17/08/04, na XII ª Semana de Ciências Sociais da PUC-SP/ 2004 no Grupo de Trabalho: Linguagens e estéticas transversais.** Eduardo Luiz Viveiros de Freitas (Eduardo Viveiros) - doutorando do Programa de Estudos Pós-graduados em Ciências Sociais, e membro do NEAMP (Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política), Departamento de Política, Faculdade de Ciências Sociais / PEPg em Ciências Sociais da PUC-SP( Eduardo Luiz Viveiros de Freitas** 17/08/2004 )

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

feliz 2009

Esse ano tem tudo para ser um ano promissor, pois todos os sentidos nos levam,basta acreditar nos ideais de mudança e renovar todos os nossos conceitos e buscar novos rumos...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

outras freqüências (Humberto Gessinger)

Engenheiros do Hawaii

seria mais fácil fazer como todo mundo faz
o caminho mais curto, produto que rende mais
seria mais fácil fazer como todo mundo faz
um tiro certeiro, modelo que vende mais
mas nós dançamos no silêncio
choramos no carnaval
não vemos graça nas gracinhas da TV
morremos de rir no horário eleitoral
seria mais fácil fazer como todo mundo faz
sem sair do sofá, deixar a Ferrari pra trás
seria mais fácil como todo mundo faz
o milésimo gol sentado na mesa de um bar
mas nós vibramos em outra freqüência
sabemos que não é bem assim
se fosse fácil achar o caminho das pedras
tantas pedras no caminho não seria ruim
mas nós vibramos em outra freqüência
sabemos que não é bem assim
se fosse fácil achar o caminho das pedras
tantas pedras no caminho não seria ruim
seria mais fácil fazer como todo mundo faz

Cidadania

A história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos. A cidadania esteve e está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre lutam por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformam frente às dominações arrogantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não será obstada. Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

I feira de Saúde da Unidade de saúde da Vila Jacaré

Acontecerá no dia 11 de dezembro a I Feira de Saúde na Vila jacaré promovida pela unidade de saúde do bairro,participe na oportunidade será lançada a TV Jacaré , canal de divulgação e interação de nossa comunidade.Entre 1 a 10 de dezembro ocorrrerá as oficinas educativas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Combata o racismo todos os dias!

Não é só a genética, vários ramos da ciência mostram que TODO MORENO É PRETO.Na Etimologia, por exemplo, são estudadas 3 letras para se saber a raiz das palavras:MaRoonS (tribo africana, que lutou pela independência na Jamaica juntamente com a Tribo Ashanti)MoRenoS (nome dado aos “ negros de pele mais clara” -mestiços- na América do Sul)MooRS (mouros ou sarracenos. Moors ou Mouro é o nome dado pelos Europeus aos “Negros monoteístas de pele mais clara”, já que a maioria era islâmica.)A raiz M-R-S indica algumas tribos africanas e nomenclaturas dadas aos descendentes dessas tribos, que foram trazidas para as Américas.Conclusão: MORENO é NEGRO.Ledo engano,achar que tendo a pele mais clara ou mais escura vai se fugir das origens, o máximo que pode perder é a raiz e a essência.Reconheça-se.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O Que É a Democracia?

Democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo.
Embora existam pequenas diferenças nas várias democracias, certos princípios e práticas distinguem o governo democrático de outras formas de governo.
Democracia é o governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, diretamente ou através dos seus representantes livremente eleitos.
Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade.
A democracia baseia-se nos princípios do governo da maioria associados aos direitos individuais e das minorias. Todas as democracias, embora respeitem a vontade da maioria, protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias.
As democracias protegem de governos centrais muito poderosos e fazem a descentralização do governo a nível regional e local, entendendo que o governo local deve ser tão acessível e receptivo às pessoas quanto possível.
As democracias entendem que uma das suas principais funções é proteger direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade.
As democracias conduzem regularmente eleições livres e justas, abertas a todos os cidadãos. As eleições numa democracia não podem ser fachadas atrás das quais se escondem ditadores ou um partido único, mas verdadeiras competições pelo apoio do povo.
A democracia sujeita os governos ao Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos recebam a mesma proteção legal e que os seus direitos sejam protegidos pelo sistema judiciário.
As democracias são diversificadas, refletindo a vida política, social e cultural de cada país. As democracias baseiam-se em princípios fundamentais e não em práticas uniformes.
Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades.
As sociedades democráticas estão empenhadas nos valores da tolerância, da cooperação e do compromisso. As democracias reconhecem que chegar a um consenso requer compromisso e que isto nem sempre é realizável. Nas palavras de Mahatma Gandhi, “a intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático”.

Liberdade de Expressão

A liberdade de expressão, inclisive a política e questões públicas, é o suporte vital de qualquer democracia. Os governos democráticos não controlam o conteúdo da maior parte dos discursos escritos ou verbais. Assim, geralmente as democracias têm muitas vozes exprimindo idéias e opiniões diferentes e até contrárias.

Segundo os teóricos da democracia, um debate livre e aberto resulta geralmente que seja considerada a melhor opção e tem mais probabilidades de evitar erros graves.

A democracia depende de uma sociedade civil educada e bem informada cujo acesso à informação lhe permite participar tão plenamente quanto possível na vida pública da sua sociedade e criticar funcionários do governo ou políticas insensatas e tirânicas. Os cidadãos e os seus representantes eleitos reconhecem que a democracia depende de acesso mais amplo possível a idéias, dados e opiniões não sujeitos a censura.

Para um povo livre governar a si mesmo, deve ser livre para se exprimir — aberta, pública e repetidamente; de forma oral ou escrita.

O princípio da liberdade de expressão deve ser protegido pela constituição de uma democracia, impedindo os ramos legislativo e executivo do governo de impor a censura.

A proteção da liberdade de expressão é um direito chamado negativo, exigindo simplesmente que o governo se abstenha de limitar a expressão, contrariamente à ação direta necessária para os chamados direitos afirmativos. Na sua maioria, as autoridades em uma democracia não se envolvem no conteúdo do discurso escrito ou falado na sociedade.

Os protestos servem para testar qualquer democracia — assim o direito a reunião pacífica é essencial e desempenha um papel fundamental na facilitação do uso da liberdade de expressão. Uma sociedade civil permite o debate vigoroso entre os que estão em profundo desacordo.

A liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não é absoluto, e não pode ser usado para justificar a violência, a difamação, a calúnia, a subversão ou a obscenidade. As democracias consolidadas geralmente requerem um alto grau de ameaça para justificar a proibição da liberdade de expressão que possa incitar à violência, a caluniar a reputação de outros, a derrubar um governo constitucional ou a promover um comportamento licencioso. A maioria das democracias também proíbe a expressão que incita ao ódio racial ou étnico.

O desafio para uma democracia é o equilíbrio: defender a liberdade de expressão e de reunião e ao mesmo tempo impedir o discurso que incita à violência, à intimidação ou à subversão.

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES

letra e música de Geraldo Vandré
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
[Refrão] :
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
ainda fazem da flor seu mais forte refrão
e acreditam nas flores vencendo o canhão
REFRÃO
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam a antiga lição
de morrer pela pátria e viver sem razão
REFRÃO
Nas escolas, nas ruas, campos construções
Somos todos soldados armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não

Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

o tempo não pára(Cazuza/Arnaldo Brandão)

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou o cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha no palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Pela Luz Dos Olhos Teus - Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais larirurá

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo

autoria de Bertold Brecht